Por paulo.gomes

Rio - A Polícia Civil investiga se o jovem de 17 anos que morreu durante um intenso tiroteio na Cidade de Deus, na noite de quarta-feira, era o principal alvo dos assassinos. A suspeita é que os responsáveis pelos tiros sejam milicianos. Além do adolescente, identificado apenas como Breno, Marcos Vinicius dos Santos, de 11, também não resistiu aos ferimentos e morreu.

O pai da criança, Marcos dos Santos, afirmou que o menino o ajudava a vender frutas no local no momento do tiroteio. Indignado, ele lamentou a trágica morte do filho. "Entraram atirando em todo mundo. Uma morte estúpida que ninguém esperava. Não sei de onde apareceu esses caras dando tiro em todo mundo. Um anjo, mataram um anjo", disse o feirante, em entrevista ao RJ TV.

Além de Marcos e Breno, mais duas pessoas, uma mulher e uma criança, foram baleadas e estão internadas no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. No Facebook, várias manifestações de revolta e luto foram publicadas. "Meu Deus do céu, proteja meus amigos e familiares!", "Triste em saber que a chapa está quente no bairro que moramos" e "Que loucura! A violência tomou conta de tudo", foram alguns dos comentários na rede social.

Após a morte dos dois jovens, moradores da Cidade de Deus fecharam por quase três horas, nos dois sentidos, a Rua Edgar Werneck e a Estrada Marechal Salazar Mendes de Moraes, as principais da comunidade. O tráfego foi interrompido porque os moradores atearam fogo a lixo e pneus. Homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar conseguiram liberar as pistas por volta das 23h.

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