Informe do DIA: Secretário não teme possível atraso na Linha 4 do metrô

Inauguração está prevista para julho e repasse de R$ 500 milhões da União para conclusão da obra será feito em março

Por O Dia

Rio - Secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio afirma não temer um possível atraso na inauguração da Linha 4 do metrô (Ipanema - Barra da Tijuca), prevista para 1º de julho. Em entrevista ao Informe, disse que a presidente Dilma prometeu a Pezão que o repasse dos R$ 500 milhões para a conclusão do trecho olímpico será feito até março.

Já a Supervia, que administra os trens, não cumpriu prazo estipulado em contrato para instalar sistema que evita acidentes e reduz o intervalo entre as composições.

O estado precisa de R$ 500 milhões do governo federal para concluir as obras, previstas para 1º de julho, da Linha 4 do metrô. Já há alguma data prevista para que esse dinheiro entre em caixa?

CARLOS OSORIO: O governador Pezão tem tratado disso pessoalmente com a presidente da República. Esse dinheiro vai começar a entrar com a abertura do orçamento da União, que deve acontecer entre o final de fevereiro e o início de março.

Se o governo federal atrasar o repasse, há risco de a inauguração ser adiada?

Não trabalhamos com mudança na data de inauguração por se tratar de um compromisso olímpico. Está tudo apalavrado entre o governador e a presidente da República. Não é um compromisso do Rio, mas do Brasil. Até lá, temos R$ 450 milhões que vamos receber do BNDES mês que vem para continuar tocando a obra.

E a Linha 3, que ligará Niterói a São Gonçalo?

Precisamos tratar esse assunto com franqueza. A Linha 3 é um compromisso da União e do governo do estado, mas é um desafio grande porque não temos um concessionário, como nos casos das expansões das linhas 2 e 4, que é o Metrô Rio. Ainda seria necessária uma licitação. Já reduzimos o projeto, que iria inicialmente até Guaxindiba e agora vai até Alcântara, e estamos estudando possibilidades.

Em junho, o governo afirmou que as obras deveriam começar até 2018. O prazo está mantido?

A situação atual do estado prejudica o início das obras a curto prazo. É um cenário difícil.

Por contrato, a SuperVia, que administra os trens, tinha até este ano para instalar em toda a malha ferroviária o sistema ATP (Automatic Train Protection) — que reduz o intervalo entre as composições e também impede que um trem bata no outro. A SuperVia cumpriu?

Não. Ela está no processo de instalação. Nos ramais olímpicos, que são Deodoro e Santa Cruz, sim. Nos ramais de Japeri e Belford Roxo, a instalação começou mas ainda não foi concluída.

Isso pode gerar multa para a Supervia?

Pode. A Agetransp (agência que regula os transportes) vai concluir, em maio, uma revisão sobre os últimos cinco anos de contrato.

Já há alguma data para que seja realizada a licitação que escolherá a empresa que substituirá a CCR na administração das barcas?

Ainda não. O contrato com a CCR vai até 2023. Eles querem romper o contrato, mas isso só pode ser feito se o estado achar conveniente. O estado pode obrigar a CCR a ficar até 2023, mas eu reconheço que o contrato, feito em 1998, não é bom para nenhum dos lados. Não incentiva a produtividade nem a melhoria do serviço. Tudo depende da negociação com a CCR.