Família tenta fazer traslado do corpo de brasileira morta nos Estados Unidos

Alessandra de Moraes Emiliano, 37 anos, foi morta no último sábado. O principal suspeito do crime é seu ex-marido

Por O Dia

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Rio - Parentes tentam trazer para o Brasil o corpo de  Alessandra de Moraes Emiliano, 37 anos, morta a tiros no sábado, na cidade de Merrilville, Indiana, EUA. O principal suspeito é o ex-marido, Richard Kalecki Jr., 49 anos, que teria invadido a loja no começo do expediente.

"A gente quer trazer o corpo dela para cá porque a família toda mora aqui. Já entramos em contato com o Consulado do Brasil nos EUA e com o Itamaraty. Eles dizem que estão dando assistência, mas a família terá de pagar o traslado do corpo, que deve custar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil", explicou Alessandro Emiliano, 36 anos, irmão da vítima.

Alessandro diz que a mãe está muito abalada e que uma amiga da família ajuda a angariar fundos para trazer o corpo da vítima. "O translado tem que ser acionado em Chicago e só para embalsar o corpo, a funerária cobrou US$ 4 mil", contou.

Morta com tiros nas costas

O crime ocorreu bem no início da manhã de sábado, quando Alessandra abria a a loja de presentes Edible Arrangements, onde trabalhava. De acordo com a imprensa local,  ela foi rendida pelo ex-marido, que invadiu a loja e, em seguida, a matou com dois tiros nas costas.

"Ele entro pela porta da frente e foi até parte de trás da loja, de onde efetuou os disparos", disse à rede de TV CBS o investigador responsável pelo caso. Kalecki foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e com a ajuda de testemunhas. "Minha mulher me ligou e disse que havia um homem deitado no nosso quintal com um rifle", contou um morador.

Uma equipe da SWAT, grupo de elite da polícia dos EUA, foi enviada ao local, mas o suspeito não foi encontrado. A imprensa local informou que o suspeito usou um Toyota alugado, com placa de Ohio.

Processos por violência sexual doméstica

Alessandra morava em Copacabana onde conheceu Richard. Há cerca de dez anos, ela e a filha, fruto de outro relacionamento, se mudaram para os EUA com o companheiro. O relacionamento se deteriorou e, em 2012, eles se separaram. Nessa época, ela descobriu que o marido respondia a dois processos por violência sexual doméstica.

"A Justiça americana decretou que ele se mantivesse a uma distância de Alessandra, mas ele não respeitou", lamentou Alessandro Emiliano. Segundo o irmão da vítima, o ex-cunhado poderia ter sido condenado a até 50 anos de prisão se tivesse sido condenado.

Alessandro Emiliano conta que a irmã estava reconstruindo a vida após a separação, e já estava noiva de outro americano.O noivo está cuidando da filha de Alessandra, que está resolvendo o translado do corpo para o Brasil. A família recebe doações pela conta corrente 473777, agência 9167, do banco Itaú. Qualquer valor é bem-vindo.

*Colaborou Clarissa Sardenberg 

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