Procuradas para espantar o calor, trilhas e cachoeiras exigem cuidado

Especialistas dão dicas para os passeios de verão com mais segurança

Por O Dia

Rio - Com a chegada do verão, os passeios nas trilhas pelas florestas do Rio e suas cachoeiras se tornam ainda mais atrativos para espantar o calor. Entretanto, essas atividades trazem riscos e requerem alguns cuidados. Segundo o guia de caminhadas Marcos Rabello, embora seja uma opção tentadora em uma época de praias lotadas, as cachoeiras exigem cuidado para desfrutá-las. “Fazer trilha não é como caminhar na praia. Há risco de escorregar em uma pedra ou tropeçar. Há também aranhas e, nos rios, as chamadas cabeçadas d'água (quando desce um volume muito grande de água repentinamente, arrastando tudo o que vem pela frente), muito comuns nesta estação do ano”, ressaltou o profissional, que possui mais de 25 anos de experiência em trilhas. Entre as mais populares da cidade, ele classifica a Pedra da Gávea como contraindicada para amadores.

Outro local muito procurado neste período são as cachoeiras do Horto, na Zona Sul, que ficam nos limites do Parque Nacional da Tijuca. Foi em uma delas que, no primeiro dia do ano, David Nader, de 25 anos, morreu. Os bombeiros foram chamados e acharam o corpo do jovem preso às pedras.

A trilha que dá acesso ao Morro da Urca%2C alternativa ao bondinho%2C é muito procurada por turistas e cariocasSeverino Silva / Agência O Dia

O Corpo de Bombeiros do Rio informa que, antes de iniciar uma trilha, é muito importante planejar a atividade e, de preferência, procurar um profissional para guiar o seu passeio. Além disso, a instituição aconselha que obter antes as previsões meteorológicas e deixar avisado com parentes ou amigos o local da caminhada. O órgão recomenda ainda caminhar em grupos de, no mínimo, três a cinco pessoas. Outras dicas, que podem ser verificadas no site da corporação, são sempre levar lanterna, com pilha extra, água e lanches, além de saco para recolher o lixo.

No fim de semana, após as chuvas de sábado, Ana Cristina Barbosa, de 46 anos, planejava subir a trilha do Morro da Urca, mas desistiu. “Fomos até certo ponto por conta da terra molhada. O problema é a descida depois”, contou ela.

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