Defensoria assume caso de dois jovens que acusam PMs de tortura

Fato aconteceu na madrugada do dia 25 de dezembro, em Santa Teresa, e envolve oito policiais de UPP

Por O Dia

Rio - A Defensoria Pública do Rio assumiu na quarta-feira o caso de dois dos seis jovens que teriam sido torturados por oito policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa/Fallet/Fogueteiro. O caso aconteceu na madrugada do último dia 25 de dezembro e o Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) prestará assistência jurídica integral e gratuita a um adolescente de 17 anos e um adulto.

Rapazes mostram marcas que teriam sido feitas com faca quente por policiais militares da UPP CoroaAlexandre Brum / Agência O Dia

"Vamos já iniciar as tratativas com a Procuradoria Geral do Estado objetivando a reparação cível. De forma extrajudicial, buscaremos garantir uma indenização vultosa e rápida em razão dos evidentes danos sofridos e sem a necessidade de uma morosa ação judicial. No entanto, se a manifestação do Estado não for satisfatória e não contemplar integralmente os anseios das vítimas, utilizaremos a via judicial", destacou o defensor público Fabio Amado.

Os PMs, que tiveram a prisão disciplinar determinada pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, são acusados de darem chutes, socos e pontapés em todos, ferindo alguns com uma faca quente até mesmo no órgão genital. Segundo os depoimentos dos jovens, dois deles ainda foram obrigados a praticar sexo oral, um no outro, enquanto a cena era filmada pelos policiais.

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