Governo garante que não voltará a administrar o Maracanã

Secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, diz que concessionária não manifestou o interesse em deixar o projeto

Por O Dia

Rio - A decisão no início da semana da concessionária que administra o Maracanã em demitir 75% de seus funcionários ligou o sinal de alerta no governo do estado. O medo é que o consórcio, formado pelas empresas Odebrecht e AEG, desista de seguir no comando do complexo esportivo. Nesta quinta-feira, secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, garantiu que o poder público não voltará a ser responsável pelo Maracanã.

Maracanã será preparado para receber a abertura e o encerramento dos Jogos OlímpicosDivulgação

"A única coisa que o governo do estado não voltará a fazer é operar o Maracanã. O governo tem que cuidar de saúde, educação e segurança. Isso é fundamental que a gente tenha uma empresa privada cuidando do Maracanã, que é uma gestão cara", disse Espíndola, ao Bom Dia Rio, comentando também a dispensa dos funcionários.

"A concessionária explicou por nota e essa dispensa se dá em razão desse período de exclusividade para as Olimpíadas que deve se dar nos próximos meses. A concessionária hoje negocia do Maracanã com a Rio 2016, então é natural que ela reduza os custos da sua operação, já que a Rio 2016 vai fazer toda a preparação para a abertura e encerramento das Olimpíadas", completa.

O secretário afirmou que o consórcio, à frente do complexo desde 2013, nunca manifestou o interesse em desistir da gestão do Maracanã. "A concessionária nunca sinalizou para a gente a vontade de desistir e nós temos o interesse que a concessionária continue no negócio. É preciso que a gente faça um aditivo com os novos termos do contrato e é isso que a gente vem discutindo com a concessionária o tempo inteiro", diz.

No projeto inicial, o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros seriam demolidos e em seu lugar seriam construídos estacionamentos, cinemas e lojas. Porém,  os diversos protestos da população na época fez com que o governo desistisse unilateralmente da ideia.

"Todos que fazem contratos com o poder público sabem que pode haver uma mudança unilateral. A concessionária poderia desistir do negócio quando houve a mudança desse perspectiva, mas não foi essa a intenção da concessionária. Ela resolveu continuar com o negócio mesmo com essa modificação", lembra.

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