Médicos do Ministério da Saúde não irão para hospitais municipalizados

'Vamos trabalhar com a força de trabalho já existente', afirmou secretário executivo de Coordenação de Governo da Prefeitura

Por O Dia

Rio - Em visita ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na manhã desta quinta-feira, o secretário executivo de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, descartou possibilidade dos médicos que serão contratados pelo Ministério da Saúde serem encaminhados para as duas unidades da Zona Oeste que foram entregues recentemente pelo Governo do Estado ao município, os hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, e o Rocha Faria, em Campo Grande.

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"Os três mil médicos contratados não virão para o Rocha Faria e nem para o Albert Schweitzer", adiantou o secretário, frisando: "Vamos trabalhar com a força de trabalho já existente". Segundo Pedro Paulo, a maior parte dos leitos do Albert Schweitzer já se encontram integrados ao sistema da Prefeitura onde podem ser conferidos pela população. "Nossa primeira medida foi regular os leitos. O hospital tem 484 e, nessas poucas horas de posse da prefeitura, já inscrevemos 440 em nosso sistema", contou.

No dia em que o candidato de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio nas próximas eleições municipais visitou o bairro de Realengo, um verdadeiro mutirão de limpeza e serviços foi realizado no entorno do Hospital Albert Schweitzer.

"Estamos olhando o Albert como um todo. Não é só para a a frente da rua, a poda das árvores, a criação de estacionamentos. Queremos organizar a entrada do hospital e estamos fazendo levantamentos técnicos para a implosão de um prédio ao lado que virou um depósito de lixo", anunciou o secretário, argumentando: "Não quer dizer que a Prefeitura não olhava para esse entorno do Albert. Estamos seguindo com obras da canalização do rio Manilha".

De acordo com o subprefeito da Zona Oeste, João Ramos, os serviços que começaram a ser realizados nas imediações do hospital são "uma tentativa de melhorar como um todo o acesso à unidadel" e foram definidos em reunião realizada nesta quarta-feira.

"Definimos algumas prioridades, como a limpeza das ruas, poda das árvores, derrubada de grades, melhorias na iluminação, recapeamento de pista e a implantação de vagas no estacionamento", afirmou.

A dona de casa Márcia Cristina, que está com o genro que machucou o pé internado no hospital, criticou os serviços de melhoria realizados apenas na área externa da unidade. "Acho uma palhaçada. Querem deixar tudo bonito fora, mas lá dentro nada funciona. É um absurdo", afirmou.

Reportagem da estagiária Clara Vieira

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