Igreja católica promove atos contra demissões na CSN

Movimento será as 17h na Praça Juarez Antunes

Por O Dia

Rio - Integrantes da Comissão Permanente pela Defesa dos Empregos e Direitos dos Operários, da Cúria Diocesana de Volta Redonda, no Sul Fluminense, realizarão daqui a pouco, às 17 horas, um ato contra a possível demissão de pelo menos três mil funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A manifestação será na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, próxima à Passagem Superior da Usina Presidente Vargas, no Centro da cidade.

O ato foi articulado ontem, quando representantes da CSN e do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense não conseguiram chegar a um acordo para evitar cortes, numa reunião intermediada pela Gerência Regional do Trabalho de Volta Redonda.

Além de estar prestes a demitir três mil funcionários%2C CSN também enfrenta críticas com poluição ambientalFrancisco Edson Alves / Agência O Dia

De acordo com o padre Juarez Sampaio, três questões serão debatidas durante o ato: demissão zero, permanência do turno de seis horas e nenhuma perda dos direitos dos trabalhadores, caso as demissões sejam realmente efetivadas. Participaram da preparação do ato lideranças sociais, religiosas, entidades e sindicatos.

“Convocamos essa reunião para dar continuidade às nossas atividades de resistência a esse pacote de maldades programado pela CSN, que tem imposto à população sucessivos problemas, como na questão da poluição industrial pesada que despeja diariamente sobre o município. Não vamos nos omitir. Vamos lutar junto a esse povo que sofre com suas famílias”, justificou Juarez Sampaio.

Além de estar prestes a demitir três mil funcionários%2C CSN também enfrenta críticas com poluição ambientalFrancisco Edson Alves / Agência O Dia

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sílvio Campos, está havendo “insensibilidade da CSN” em relação às questões trabalhistas. “A CSN está indignando cada vez mais os moradores de Volta Redonda, pois trata os operários, pais de famílias, apenas como números, como matrículas, e não como seres humanos”, argumentou Sílvio.

No decorrer do será entregue uma carta assinada por diversas entidades contrárias às demissões. O texto vai esclarecer a mobilização e convocar os trabalhadores e a sociedade de Volta Redonda e região a participarem de um segundo ato público na quinta-feira da próxima semana, também na praça Juarez Antunes, no mesmo horário.

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Segundo a comissão, o ato desta sexta é o início de uma mobilização popular que irá se estender por ações nos bairros, igrejas, associações de moradores e entidades, entre outros. Toda segunda-feira, o grupo se reunirá na Cúria Diocesana para estabelecer atividades a curto e médio prazos, permanentemente.

“Estamos dando continuidade e fortalecendo ainda mais a união de toda a sociedade organizada em torno de um grande pacto em defesa das conquistas dos trabalhadores da CSN, como o turno de seis horas, que no passado custaram, por exemplo, o massacre pelo Exército dos operários Willian, Walmir e Barroso”, lembrou José Maria da Silva, da Comissão Ambiental Sul, grupo que reúne lideranças comunitárias de diversos segmentos no município.

Representantes da OAB-VR, Ministério Público Federal, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), além de movimentos comunitários, partidários, associações de moradores, de mulheres, universidades, igrejas evangélicas, movimentos estudantis e ambientalistas, garantiram presença no ato.

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