Por felipe.martins

Rio -  Adotado por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, um vira-latas que participa de revistas a suspeitos e em incursões na comunidade foi atingido a tiros no pescoço na noite de quarta-feira, durante confronto entre PMs e bandidos. Batizado de ‘Maré Zero’, o animal foi socorrido e levado para uma clínica veterinária de Curicica, onde permanece internado, lutando para sobreviver.

Tratamento do cão%2C que levou um tiro no peito%2C é rateado entre policiais Divulgação

Maré Zero foi ferido em confronto entre PMs e bandidos na localidade do Caratê. Ainda não se sabe se ele foi vítima de bala perdida ou se os bandidos tentaram, por vingança, matar o cachorro que ousou se tornar um aspirante a cão policial.

Segundo o veterinário Leonardo Villar, o cão chegou à clínica veterinária Bandeirantes em uma viatura da polícia, por volta das 20h, sangrando bastante e estava muito debilitado. “Ele chegou sentado no banco, com muita dor e não conseguia colocar a patinha direita no chão. A bala veio de cima para baixo e entrou pelo pescoço, acertando a escápula, ou seja, o osso do cão. O projétil se alojou, mas conseguimos retirá-lo. O estado do animal é estável”, afirmou.

Ainda de acordo com o veterinário, se Maré Zero não fosse socorrido de forma imediata, poderia ter morrido de hemorragia. “Deve ter alta em dez dias e vai voltar a andar normalmente.Em um ano, é o segundo caso de cão baleado na Cidade de Deus. Tratamos de um ferido por tiro durante briga de bêbados”, contou o médico.

De acordo com policiais, Maré Zero, nome de guerra do animal, é um código usado pelos PMs em ação para entrar em contato por rádio ou celular com o Quartel General da corporação.

Cães do Batalhão de Operações com Cães (BAC) já foram alvo da ira de traficantes de Manguinhos. Em 2010, o labrador Boss ('chefe') estava sendo ameaçado por bandidos. “Mirem (as armas) no marronzinho!”, ordenavam os bandidos pelos radiotransmissores, fazendo menção à cor do animal.

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