Médico que atendeu modelo tinha cinco censuras públicas do Cremerj

Polícia apontou contradições entre os depoimentos de Moraes e os médicos envolvidos no socorro à jovem de 28 anos

Por O Dia

Rio - O médico Wagner Moraes, que realizou um procedimento estético em Raquel dos Santos momentos antes de sua morte, já tinha cinco censuras públicas e uma suspensão do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) por infringir o Código de Ética Médica. Nesta quinta-feira a polícia apontou contradições entre os depoimentos de Moraes e os médicos envolvidos no socorro à modelo de 28 anos. Uma ex-paciente também registrou uma queixa contra Moraes.

As advertências do Cremerj foram feitas em editais publicados em jornais de grande circulação. Ele também já fora afastado por 30 dias de suas atividades. O órgão não informou os motivos e o período das punições.

Médicos do Hospital Icaraí, em Niterói, para onde Raquel foi levada na noite de segunda-feira, disseram na 79ª DP (Jurujuba) que ela já chegou sem vida, após uma parada cardiorrespiratória, e que ainda tentaram ressuscitá-la.

A modelo Raquel Santos passou por cirurgia estética feita pelo médico Wagner Moraes antes de morrerMontagem / Divulgação

Já Moraes afirma que ela deu entrada no local apenas com falta de ar, mas estava viva.
“Há conflitos nos depoimentos. Vamos pedir as imagens das câmeras de segurança do hospital”, detalhou o delegado Mário Lamblet. Ele aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a causa da morte. Segundo Lamblet, uma comerciante denunciou o médico, alegando que teve um problema estético e passou a sofrer de depressão após submeter-se a um procedimento no queixo em fevereiro de 2015.

Outra questão que intrigou a polícia foi que Moraes assinou o atestado de óbito, que foi cedido por um hospital municipal de Niterói. “Ele disse que a família da vítima ficou pressionando-o porque não queria que o corpo fosse para o IML”, contou o delegado. Segundo ele, a necropsia no corpo de Raquel ainda não pode afirmar se foi o uso de anabolizantes e de cigarro que causou a morte, como informou Moraes no atestado.

A morte da finalista do concurso Musa do Brasil e Gata da Hora do MEIA HORA repercutiu na imprensa internacional. Ao destacar o fato de ela usar um produto para cavalos para “turbinar” o corpo, o jornal britânico ‘Daily Mail’, chegou a chamá-la de “escrava da vaidade”.

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