PMs acusados de estupro e tortura em Santa Teresa são presos

Caso aconteceu no final do mês passado e os oito policiais estão à disposição da Justiça Comum

Por O Dia

Rio - Os oito policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa/Fallet/Fogueteiro foram presos na noite de quinta-feira. Agentes da 6ªDP (Cidade Nova) cumpriram contra Jordane Cabral da Silva, Vinicius de Amorim Tosta, Antônio Carlos de Oliveira, Diogo Santos Bocks da Silva, Helder Omena Ferreira Ribeiro, Rafael dos Santos do Amaral, Wesley Medina Assis e Carlos André Lourenço do Nascimento mandados de prisão temporária expedidos pela 34ª Vara Criminal. Eles foram indiciados pelo estupro e tortura de quatro jovens em Santa Teresa na madrugada do dia 25 de dezembro.

A decisão aconteceu após análise das provas colhidas no inquérito policial, como imagens e depoimentos de vítimas e testemunhas. Os jovens que voltavam de uma festa na comunidade Santo Amaro, no Catete, denunciaram na 6ªDP que foram torturados e roubados por oito PMs. Eles voltavam de moto em Santa Teresa. A blitz terminou com uma mulher baleada.

Na ocasião, dois irmãos, de 23 e 20 anos, mostraram na delegacia ferimentos nas pernas e nos braços, segundo eles provocados com faca quente pelos policiais. Ambos relataram ter recebido socos no nariz. Um adolescente de 17 anos contou que teve o cabelo incinerado com isqueiro, o saco escrotal queimado com faca quente e que ainda foi obrigado a praticar sexo oral com o amigo enquanto um PM filmava a cena na rua.

“Abordaram a gente de forma agressiva, esquentaram a faca e cortaram a gente. Queimaram o cabelo dele (jovem de 17), obrigaram dois amigos a fazerem um vídeo explícito. Gravaram rindo e xingando. Falaram que quando pegarem a gente na rua de novo vão matar. Tudo porque a gente estava sem capacete na moto. Eles alegaram que estavam com raiva por estarem de serviço no Natal”, contou o rapaz de 23 anos.

Segundo eles, todos foram obrigados a ficar nus na rua e os policiais ainda bateram nas orelhas de um garoto de 13 anos, que também prestou depoimento, e no peito de um quinto rapaz, de 21, que teria ido para o hospital com falta de ar. Os jovens disseram que o caso aconteceu na Rua Prefeito João Felipe e que voltavam para casa, no Rio Comprido.

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