Envolvidos em roubos de cargas de cigarros são presos

Ação da DRFC prendeu um policial militar e um ex-PM; terceiro membro do bando, outro policial militar, segue foragido

Por O Dia

PM expulso da corporação%2C Claudio Dias Ferreira foi preso em casa%2C em Oswaldo Cruz%2C Zona Norte%2C nesta sexta-feiraDivulgação

Rio - Dois policiais militares acusados de envolvimento numa quadrilha de roubos de cargas de cigarro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foram presos por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas.

O ex-policial militar Claudio Dias Correa, mais conhecido como Pagodinho, foi detido nesta sexta-feira de manhã em sua casa, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte. Já o PM Wallace Faturi foi preso na quinta-feira, após um segurança da empresa Souza Cruz o reconhecer em um posto de gasolina na Rodovia Presidente Dutra.

Um terceiro envolvido no roubo, o PM Carlos Augusto Toledo de Ambrósno está foragido. Ele é lotado no 9ª BPM (Rocha Miranda) e está de licença médica. Um quarto suspeito, que seria morador do Complexo do Chapadão, em Costa Barros e que também faria parte da quadrilha, também está foragido. A Polícia Civil ainda não revelou se ele pertence ao tráfico de drogas e qual a participação dele no grupo.

Segundo o delegado adjunto Maurício Mendonça, todos foram reconhecidos por um motorista de uma empresa de cigarro, que foi roubado no último dia 6. Eles foram flagrados pela câmera de segurança do veículo. “Pedimos a prisão temporária dos quatro integrantes. Em pelo menos três roubos eles foram identificados. Ainda não sabemos qual era o elo entre eles”, explicou o delegado.

O ex-PM Claudio Correa foi preso em casa e não reagiu. Já o soldado Wallace Faturi foi detido após policiais militares serem acionados pelo coordenador de segurança da empresa de cigarros informando que um veículo, que teria participado de um roubo de carga da empresa no dia 6 estaria em um posto de combustível.

“Ele foi levado para a delegacia e autuado por receptação e organização criminosa", afirmou o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Marcelo Martins. No posto de gasolina da Dutra, os policiais encontraram o soldado Faturi, que também está de Licença para Tratamento de Saúde. O policial portava uma pistola Taurus calibre 380 que não está registrada em seu nome e tampouco tinha o Certificado de Registro de Armas de Fogo. Já Carlos Augusto não foi encontrado pelos agentes porque ao entrar na corporação, ele forneceu endereço falso à polícia.

Conexão PM-Chapadão quer punir desvios de conduta

A ação para prender os suspeitos envolvidos nos roubos de cargas de cigarro contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Em nota, a corporação afirmou que a operação, denominada Conexão PM-Chapadão, é mais uma ação para punir desvios de conduta.

Para o fundador do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o coronel Paulo Amêndola, a suposta ligação entre policiais, ex-militares e criminosos de favelas do Rio não surpreende. “No crime não há cor ou partidos. Milicianos e traficantes, por exemplo, podem se aliar para se beneficiarem de algo. É lamentável que essa possibilidade de elo entre eles exista até mesmo para roubo de cargas”, comentou. Nos últimos meses, a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas tirou de circulação o maior assaltante de roubo de cargas do estado.

O traficante Jean Raynne da Silva Andrade, o Piloto, de 24 anos, foi morto durante confronto com agentes da Especializada em agosto do ano passado. O bandido era homem de confiança do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, morto em ação policia. Piloto agia no Complexo da Pedreira, em Costa Barros.

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