Por paulo.gomes

Rio - Tiros disparados de um táxi e um abandono de uma viatura da Polícia Civil com um fuzil no bairro nobre da Lagoa Rodrigo de Freitas. Um papiloscopista é investigado pela Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) pela ação descontrolada na noite desta segunda-feira. Segundo o relato de um taxista, o homem fez sinal para o carro na altura do Parque da Catacumba e, antes de se identificar como policial civil, anunciou um "assalto".

"Quando ele entrou, meteu a pistola na minha cara dizendo: 'perdeu'. Depois mandou eu olhar para trás e vi uma viatura da polícia. Ele disse que perdeu a chave da viatura e que queria cheirar um pó (cocaína), porque tinha perdido a chave", diz.

O taxista afirmou que o policial atirou para o alto dentro do Túnel Rebouças. Ele ainda informou que a viatura estava aberta, com um fuzil dentro. Depois, o policial teria saído do carro com a pistola em punho, afirmando que iria comprar cocaína na comunidade do Fallet, em Santa Teresa. "Da Lagoa até o Estácio foi desesperador. Muito sinistro", resumiu.

A corrida até o bairro da Zona Norte deu R$ 26. Segundo o taxista, o policial quis pagar com a pistola e mais R$ 50. Segundo a Polícia Civil, o agente foi ouvido e afastado de suas funções. Ele foi encaminhado para exame de alcoolemia e a arma dele enviada à perícia. As investigações estão em andamento.

O policial prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil ainda nesta terça-feira. Ele é lotado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, mas estava à disposição do Instituto Félix Pacheco no Regime Adicional de Serviço (RAS), no Rio. Policiais civis que estavam de plantão no órgão foram os responsáveis pelo resgate da viatura.

Viatura da Polícia Civil abandonada na noite de segunda-feira%2C na Lagoa Rodrigo de FreitasDivulgação


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