Por paulo.gomes

Rio - Mesmo no recesso parlamentar, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não para com as articulações pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff. Praticamente toda a equipe de 140 taquígrafos da Casa trabalha na transcrição das sessões de dezembro do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceram regras para o trâmite do processo de afastamento da presidente.

Cunha pretende apresentar os embargos de declaração (pedidos de esclarecimento de pontos específicos da decisão do STF), assim que o Judiciário voltar do recesso, em 1º de fevereiro.

Dever de casa

Além da taquigrafia, a área jurídica trabalha dia e noite para encontrar brechas na decisão que anulou a eleição da chapa avulsa por voto secreto para a comissão do impeachment na Câmara. Em dezembro, Cunha se reuniu com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, para dizer que o veredicto do tribunal não havia ficado claro.

Ouvidos moucos

Na época, Lewandowski recomendou que Cunha esperasse a publicação do acórdão do julgamento com os votos dos ministros sobre o rito do impeachment, antes de apresentar os embargos declaratórios. Mas o presidente da Câmara fingiu que não ouviu.

Cabeça a prêmio

A pressa para seguir com o processo contra a petista tem um motivo: em fevereiro, o Supremo decidirá sobre o afastamento de Cunha do cargo de deputado e da presidência da Câmara. Alvo da Operação Lava Jato, o peemedebista é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

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