Por rafael.souza

Rio - Sem salário há quase quatro meses, os mais de 40 funcionários, de vários setores, do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (Ctac), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), estão em greve. Nesta segunda-feira, os trabalhadores decidiram suspender, por tempo indeterminado, todas as atividades na unidade médica. O centro é referência em tratamento e cirurgias reparadoras de anomalias como a de fissura labial.

O Ctac atende diariamente mais de 60 pacientes. Os funcionários também interromperam os tratamentos de fonoaudiologia, odontologia e psicologia. Por conta da crise, até os médicos deixaram de fazer os atendimentos, prejudicando mais de 2 mil pacientes que tem consultas marcadas.

Sem receber salários há quatro meses%2C funcionários do centro entraram em greve. Todas as cirurgias estão suspensas Tomaz Silva/Agência Brasil

A crise não afeta apenas o Ctac, atingindo todo o sistema de saúde, devido à falta de recursos no governo do estado. Na última segunda-feira, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, vinculado à Uerj, suspendeu as cirurgias marcadas para esta semana depois de um alagamento que atingiu o centro cirúrgico da unidade.

Procurado, a Policlínica Piquet Carneiro, gestora do centro e vinculada à Uerj, informou que o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas estão parcialmente suspensos, aguardando a regularização dos repasses financeiros pela Secretaria de Estado de Saúde. No entanto, o órgão negou-se a informar o valor da dívida que tem com os funcionários do hospital. A Policlínica também não quis informar a quantidade de pacientes atendidos diariamente na unidade médica.

A Secretaria Estadual de Fazenda foi procurada para comentar a falta de repasse para o Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (Ctac), mas, até a publicação desta, não havia se posicionado a respeito.

A crise não afeta apenas o Ctac, devido à falta de recursos do governo do estado. Na última segunda-feira, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, também vinculado à Uerj, suspendeu as cirurgias marcadas depois de um alagamento que atingiu o centro cirúrgico da unidade.

Em novembro, a Uerj suspendeu as aulas devido à "situação de insalubridade" no campus do Maracanã, Zona Norte.

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