Informe do DIA: Pacientes não podem mais ser internados em UPAs

Unidades administradas pelo governo do Rio também são alvo do corte de R$ 700 milhões na Saúde

Por O Dia

Rio - As 29 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) administradas pelo governo do Rio são alvo do corte de R$ 700 milhões na Saúde. Além de serem divididas por especialidade médica, as UPAs não aceitarão mais internar pacientes doentes. “Não vai ter mais doente internado em UPA. Vai direto para o hospital”, afirma o governador Pezão.

No total, a redução de gastos na área de saúde do estado alcançará R$ 1,2 bilhão — outros R$ 500 milhões serão economizados este ano com a transferência dos hospitais Rocha Faria, em Campo Grande, e Albert Schweitzer, em Realengo, para a Prefeitura do Rio. O governo também vai rediscutir o valor de todos os contratos das organizações sociais (OSs).

Transplantes
Um outro programa que sofrerá cortes é o de transplantes. “Vamos continuar fazendo transplantes, só que nós vamos adequar ao tamanho da nossa arrecadação”, diz Pezão.

Ameaça de morte
A diminuição do repasse de recursos para a central de transplantes já é uma realidade desde o fim do ano passado. Médicos que trabalham no atendimento de pacientes à espera das cirurgias têm sofrido até ameaças de morte.

Big brother militar
O Corpo de Bombeiros criou um curso para ensinar seus profissionais a usar drones — aqueles veículos aéreos não tripulados que podem, por exemplo, ajudar salva-vidas no resgate a banhistas. Com carga horária de 240 horas e duração de cinco semanas, o curso também poderá ser feito por PMs.

Treinamento
A primeira turma terá 25 alunos e começará a ser treinada ainda neste semestre. Os militares também aprenderão a usar os drones para mapear áreas, filmar e fazer busca de pessoas e objetos. O curso será no Complexo de Ensino Coronel Sarmento, em Guadalupe.

Nas alturas
E falando em objetos não tripulados... A parceria técnico-científica entre a Nasa e a prefeitura, antecipada pelo Informe na quarta, prevê o acesso a informações de dois satélites da agência espacial americana: Terra e Aqua. O acordo envolve o Centro de Operações Rio, o Instituto Pereira Passos e a Geo-Rio.

Sintomático
Para políticos paulistas, a principal evidência de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff está fazendo água é o senador José Serra, do PSDB, ter voltado a sonhar se lançar candidato à Prefeitura de São Paulo, em outubro. Antes, o tucano só pensava em ser ‘primeiro-ministro’ de um eventual governo do vice Michel Temer.

?Com Paulo Capelli

 

Últimas de Rio De Janeiro