Julgamento do desfile das escolas do Grupo Especial vira caso de polícia

Após acusações de Laíla, diretor da Beija-Flor, em entrevista ao DIA, Delegacia Fazendária abre inquérito para apurar o caso

Por O Dia

Rio - O julgamento do desfile das escolas do Grupo Especial foi parar na polícia. A Delegacia Fazendária abriu inquérito para apurar as acusações de Laíla, diretor da Beija-Flor, de que houve armação destinada a dar o título para a Unidos da Tijuca. A investigação foi determinada pela Chefia de Polícia.

Todos os envolvidos no caso — revelado pelo DIA — serão intimados a prestar depoimento. Para Laíla, a performance da Mangueira surpreendeu os fraudadores e impediu a vitória da Tijuca.

A CPI do samba

A vereadora Teresa Bergher (PSDB) pedirá a criação de CPI para investigar o caso. Ressalta que o desfile conta com apoio “financeiro, logístico e institucional” da prefeitura. O vereador Jefferson Moura (Rede) vai requisitar informações sobre os recursos investidos no Carnaval.

Paes descarta

Eduardo Paes, porém, diz que não faz sentido a prefeitura investigar a eventual armação.

Cabral em campo

Padrinho da indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, Sérgio Cabral foi escalado pelo PMDB para tentar convencê-lo a não abrir inquérito contra Pedro Paulo Teixeira — pré-candidato à prefeitura, ele é acusado de agredir a ex-mulher. O ex-governador iniciou a tarefa no fim de semana.

Vale tudo de Cunha

Para tentar evitar a derrota de Hugo Motta (PB) na disputa pela liderança do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha procura até adversários. Ligou para Marcelo Castro, ministro da Saúde, e pediu que ele não reassumisse seu mandato para votar em Leonardo Picciani. Não adiantou. Por discordar de Cunha, Castro, em 2015, foi destituído da relatoria da reforma política.

Inversão

Na saída do Sambódromo, passageiros do metrô que tinham cartões pré-pagos enfrentavam uma fila imensa. Quem comprava a passagem na hora embarcava com muito mais rapidez.

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