Por karilayn.areias

Rio - O Governo do Estado pode ser responsabilizado pelo prejuízo, estimado em quase R$ 3 milhões, em descarte de medicamentos, que seriam para abastecer 16 unidades de Saúde do Governo do Estado.

Em uma audiência na Assembleia Legislativa, representantes da empresa Prol, que administra a logística do sistema de dados, informaram que o órgão público foi notificado, por computador, sobre a proximidade da validade do material seis vezes, sendo que uma delas, foi realizada a 60 dias do fim do prazo. Agora, as Comissões de Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa devem receber representantes da Saúde estadual e da LogRio, na próxima quinta-feira, para esclarecer porque não foram tomadas atitudes para utilizar os insumos a tempo.

"Pior do que os gastos materiais, é calcular o que ficou faltando na outra ponta. Cada descarte pode ter significado a vida de pacientes. Isso é imperdoável", disse o deputado Luiz Paulo Correa, que preside a Comissão de Tributação da casa.

Ao fim da sessão, o deputado Pedro Fernandes, líder da Comissão de Orçamento, criticou uma possível falha do Estado. "Saio muito assustado e prefiro não acreditar que a Secretaria cometeu um crime de desperdiçar quase mil toneladas", ressaltou Fernandes.

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