Chineses são liberados de trabalho escravo em pastelarias no Rio e Baixada

Operação Yulin flagra funcionários explorados em estabelecimentos na Tijuca e em Belford Roxo

Por O Dia

Rio - Quatro trabalhadores chineses foram libertados por estarem em situação análoga à escravidão ontem em estabelecimentos na Tijuca, Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Ação do Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Polícia Federal, Procon-RJ e Defensoria Pública da União vistoriou seis estabelecimentos comerciais. Foi a nona fase da Operação Yulin.

Quatro equipes de auditores fiscais do ministério, policiais federais e representantes do Procon RJ fiscalizaram 26 relações de trabalho, sendo que 17 eram relacionadas a cidadãos chineses que eram empregados em diferentes localidades da Tijuca, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

Dos trabalhadores chineses, dez apresentaram irregularidades na documentação, e quatro encontravam-se em condições de trabalho análogas à escravidão. De seis estabelecimentos auditados, dois foram interditados pelo Procon RJ, um em Belford Roxo e outro na Tijuca, por questões de segurança, falta de alvará e documentação.

“O trabalho nessas condições (análogas à escravidão ainda) é, infelizmente, uma realidade no Brasil, incluindo os centros urbanos. O nosso papel é atuar com firmeza para defender e libertar estes trabalhadores”, afirmou ontem Robson Leite, superintendente regional do Trabalho e Emprego do Rio.

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