Fim do apoio do PMDB ao governo não será radical

Não serão fixados prazos para que filiados deixem ministérios e funções de confiança, e sequer haverá punições para quem ficar onde está

Por O Dia

Rio - Para evitar um racha no partido, lideranças peemedebistas decidiram amenizar o rompimento com Dilma Rousseff. O fim do apoio do PMDB ao governo, a ser formalizado hoje, não será radical. Não serão fixados prazos para que filiados deixem ministérios e funções de confiança, e sequer haverá punições para quem ficar onde está. O partido mantém cerca de 600 cargos na máquina federal.

A saída à moda peemedebista foi costurada em reuniões como a mantida entre Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros. O assunto também foi tema de conversa entre o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, e o senador Eunício Oliveira (CE). 

Reservas escalados
Foi acertado também que lideranças nacionais não irão ao encontro de hoje. A decisão será tomada, principalmente, por suplentes dos integrantes do Diretório Nacional.

Frieza de Cabral
Semana passada, Lula e Dilma Rousseff ligaram para Sérgio Cabral e tentaram convencê-lo a abandonar o barco dos que querem o rompimento com o governo. Não adiantou — o ex-governador tratou os ex-aliados de maneira glacial.

De volta
Lula e Temer conversaram, domingo, no Aeroporto de Congonhas, o mesmo local onde o petista foi levado pelos policiais federais para prestar depoimento. Na reunião, o vice insistiu que não havia chance de o PMDB ficar no governo.

O soldado desertou
A divulgação da conversa telefônica entre Eduardo Paes e Lula foi decisiva para que o prefeito decidisse abandonar o papel de “soldado” do petista. Pesquisa revelou que o apoio gerou mais reações contrárias do que a crítica feita por Paes a Maricá.

Artigo favorito
Muitos parlamentares ameaçados pelas investigações da Lava Jato e entusiastas do impeachment de Dilma e da posse de Temer têm lido com carinho o inciso XII do artigo 84 da Constituição. É o que permite ao presidente da República conceder indultos — cancelamento de penas — a condenados.

Marina na roda
O TSE avisa: Marina Silva sofrerá penalidades caso sejam detectadas irregularidades nas contas da campanha de Eduardo Campos à Presidência — ele morreu, em 2014, em acidente aéreo. Como o Informe publicou domingo, Marina, candidata a vice na chapa de Campos, afirmou, em processos movidos por parentes dos tripulantes do avião acidentado, que suas contas eram independentes das do ex-governador.

De volta a 1964
Às 17h40 de ontem, a hashtag “#OABrepete64” — referência ao apoio que a entidade deu ao golpe militar — chegou a ficar na liderança entre as publicadas no Twitter por internautas brasileiros.

Bisavô
Secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, de 59 anos, está feliz da vida: virou bisavô.

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