PSDB não deve participar de um eventual governo de Michel Temer

Medidas duras na economia, que podem ser adotadas em caso de um novo governo, afastam os tucanos

Por O Dia

Rio - O PSDB, um dos partidos que lutam pelo impeachment de Dilma Rousseff, não quer, pelo menos num primeiro momento, participar de um eventual governo de Michel Temer (PMDB).

Uma das razões para o distanciamento é a provável adoção, pelo novo governo, de medidas duras na economia, como as listadas no documento ‘Uma ponte para o futuro’, divulgado em outubro pelo PMDB. O próprio Temer, no esboço de seu discurso de posse, falou na necessidade de impor alguns “sacrifícios”.

Ditados

O deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ) recorre a dois ditados populares para explicar a posição do partido. “Devagar com o andor que o santo é de barro” e “Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Vice era adversário

Leite ressalta que o PSDB buscará um “denominador comum” com Temer. Frisa, porém, que não cabe ao partido “virar governo”, até porque o atual vice foi adversário dos tucanos em 2014.

Sem ‘já ganhou’

Mesmo antes do resultado das votações de ontem no Supremo Tribunal Federal, o governo demonstrava um pouco mais de tranquilidade. Avaliava que conseguira brecar a ideia de que já havia perdido a briga do impeachment.

Sem 90%

Peemedebistas ligados ao governo tentaram relativizar a declaração de Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, que estimou em 90% o percentual de deputados do partido favoráveis ao impeachment. Segundo eles, o percentual é menor e o líder tentou esconder o jogo.

Torcida

Um manifesto de torcedores do Botafogo contra o impeachment foi postado ontem no Facebook. O texto, que cita alvinegros históricos, como João Saldanha e Sandro Moreyra, tem 333 assinaturas, entre elas, as dos cantores Beth Carvalho e Chico César.

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