Dúvidas sobre futuro político do país tira sono do Comitê Olímpico Internacional

Devido processo de impeachment, não há como saber quem será o presidente em 3 de maio, quando tocha chega a Brasília

Por O Dia

Roi - A menos de quatro meses da Olimpíada, as dúvidas sobre o futuro político do país têm tirado o sono de integrantes do Comitê Olímpico Internacional. Por conta da discussão do impeachment, não há como saber, por exemplo, quem será o presidente da República no dia 3 de maio, quando a tocha olímpica chegará a Brasília.

Caso o processo de impeachment seja aprovado na Câmara e admitido pelo Senado, Dilma ficará longe da Presidência durante os Jogos, mas poderá retomar o poder pouco depois.

Adiamento

Também devido à incerteza política, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, achou melhor adiar o anúncio de mudanças nas faixas do imposto de renda. Amanhã, depois do resultado da votação de hoje, ele decidirá o que fazer.

Medidas tímidas

Secretário estadual de Assistência Social, Paulo Melo acha que o governo do Rio está sendo tímido no combate aos problemas de caixa. Diz que cortes teriam que ser mais radicais e incluir o fim de secretarias. Reclama também da ausência de um gabinete de crise.

Limite 1

Julio Bueno, secretário de Fazenda, admite que, se nada mudar, o estado vai ultrapassar o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para pagamento de funcionários.

Limite 2

O uso de recursos do Tesouro para pagar aposentados (a conta era toda coberta pelos royalties), fez com que o comprometimento da receita com pessoal neste primeiro quadrimestre chegasse a 80% — a lei admite até 60%. Para que o limite seja retomado, a Constituição autoriza medidas duras, até mesmo a demissão de funcionários estáveis.

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