Governo e oposição travam disputa em torno da velocidade do impeachment de Dilma

Aliados da presidente tentarão retardar ao máximo seu julgamento pelos senadores; seus adversários farão o oposto

Por O Dia

Rio - Governo e oposição têm pela frente, no Senado, uma disputa em torno da velocidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Os aliados da presidente tentarão retardar ao máximo seu julgamento pelos senadores; seus adversários farão o oposto.

Caso o processo seja admitido — bastam os votos da maioria dos senadores —, Dilma será substituída por Michel Temer por até seis meses. Os governistas apostam no desgaste do vice no exercício da Presidência para tentar fazer com que a petista volte ao Planalto. O argumento é simples: os problemas de Temer aumentarão ao longo do tempo.

Problemas

Entre as razões para o desgaste do vice, os petistas apontam as prováveis disputas entre seus correligionários, a pressão de movimentos populares e a reação a medidas duras que o vice pretende adotar.

Previsão

“Se o impeachment não for julgado em três meses, o Temer sai”, diz um político experiente, que não morre de simpatias pelo PT.

Na moita

Presidente da Fundação Parques e Jardins, Wellington Ribeiro da Silva é outro que deverá sair do PT para garantir seu cargo na Prefeitura do Rio.

Cobrança

A prefeitura criou uma empresa para tentar agilizar o recebimento de impostos atrasados. A Rio Securitização também poderá emitir títulos que permitam a arrecadação de recursos para o município.

Processa 1

Presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz vai processar Jair Bolsonaro. O deputado afirmou que a Ação Popular Marxista Leninista, organização clandestina de esquerda que atuou na ditadura, eliminava militantes “vacilões” e suspeitos de infidelidade.

Processa 2

Santa Cruz nega a acusação e ressalta que a organização tinha origem católica e não participou da luta armada. O pai dele, Fernando Santa Cruz, desaparecido desde 1974, integrou a APML.

Últimas de Rio De Janeiro