Por gabriela.mattos

Rio - A decisão de Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a sessão da Câmara dos Deputados que aprovou a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff está sendo encarada pelo PT como senha para a retomada de atos favoráveis à presidente.

Para governistas, o gesto do presidente em exercício da Câmara, mesmo que não barre o processo de afastamento, dará gás adicional para manifestantes contrários ao impeachment. A ‘ocupação’ do Palácio do Planalto feita ontem por movimentos sociais foi vista como um primeiro sinal desta nova etapa.

‘Gás de Pirro’
Deputado federal, Otavio Leite (PSDB-RJ) ironiza a esperança petista. “Será um gás de Pirro”, afirma, numa referência a vitórias que têm sabor de derrota. Admite, porém, que o gesto de Maranhão serviu para jogar mais tensão no processo.

O argumento
Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) teve papel fundamental na decisão do presidente da Câmara dos Deputados. Disse que era sua chance de entrar na história como defensor da democracia.

Proer
Secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno diz que os sistemas de previdência dos estados precisam de um Proer — referência ao programa do governo Fernando Henrique Cardoso de ajuda a bancos que corriam o risco de quebrar.

Os bilhões
Bueno ressalta que o déficit do Rioprevidência chega a R$ 12 bilhões por ano, diferença bancada pelo governo. No Rio Grande do Sul, o buraco é de R$ 9 bilhões; em Minas, chega a R$ 10 bilhões.

Pena mais alta
O Ministério Público Federal pediu o aumento da pena de Cristina Meinick Ribeiro, ex-servidora da Receita Federal condenada por inserir dados falsos para beneficiar grandes empresas brasileiras.

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