Por thiago.antunes
Rio - A Prefeitura do Rio está cadastrando casais, além de mulheres e homens solteiros, para participar do programa Família Acolhedora, destinado a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica ou abandono.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, o acolhimento é provisório, até que o menor possa ser reintegrado à sua família de origem, por determinação do Juizado da Infância e da Juventude.
Funcionária cuida de bebê no abrigo Ana Carolina%2C em BonsucessoDivulgação

Para ajudar nas despesas com a criança ou o adolescente, cada família receberá uma bolsa-auxílio mensal, que varia de acordo com a faixa etária: R$ 350 (até 6 anos); R$ 450 (7 a 14 anos); R$ 600 (15 a 18 anos).

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Para pessoas com necessidades especiais, a bolsa é de R$ 900, independentemente da idade.
Tempo disponível
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Para se habilitar, é preciso ter disponibilidade de tempo para cuidar da criança e idade de 21 a 65 anos, além de ser saudável. Afinal, será preciso zelar pela saúde do menor e garantir a frequência na escola.
É preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial, não tenha problemas psiquiátricos, sofra de alcoolismo ou tenha vício em drogas ilícitas. É preciso morar no Rio.
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A secretaria explica que o objetivo da prefeitura não é encaminhar as crianças para adoção, uma atribuição que é do Juizado da Infância e da Juventude. “A família que adota não tem benefícios, uma vez que a adoção não pode ser tratada como moeda de troca de um auxílio financeiro ou custeio”, diz em nota.
Abrigos serão ampliados para criação de 258 vagas
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A Prefeitura do Rio informou que vai atender decisão judicial da 1ª Vara de Infância da capital que determinou a ampliação de abrigos com a abertura de 258 novas vagas.
Segundo a secretaria, o município firmou um Termo de Ajustamento de Conduta, ano passado, com o Ministério Público, pelo qual se compromete a adequar a rede assistencial, que inclui os serviços de acolhimento institucional de adultos, idosos e suas famílias.
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A decisão da 1ª Vara, a pedido da 3ª Promotoria de Justiça do MP, ordenou a ampliação do Família Acolhedora. Segundo a secretaria, é preciso que haja adesão de famílias.