Por thiago.antunes

Rio -  A juíza titular da 19ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ouviu nesta quinta-feira, cinco testemunhas do processo que apura os responsáveis pela explosão na cozinha do Restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, Centro, no dia 13 de outubro de 2011. O acidente provocou a morte de quatro pessoas e feriu outras 17.

A primeira a prestar depoimento foi a esposa do dono do restaurante. Ela contou à juíza que havia câmeras no local, e que o monitoramento era feito por computador.

A mulher informou também que ignorava ser proibido ter gás canalizado e em botijões no estabelecimento, que, segundo ela, nunca foi notificado pela Prefeitura ou pelo Corpo de Bombeiros. 

Bombeiros retiram corpos de mortos em explosão de restaurante%2C em 2011Carlos Moraes / Agência O Dia

A chefe da seção de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros informou que o dono do Filé Carioca não chegou a protocolar requerimento do certificado de aprovação de funcionamento, e que nunca houve denúncias contra o estabelecimento.Ela lembrou que, no local, não poderia haver gás canalizado ou em botijões.

O terceiro a depor, o bombeiro responsável pela vistoria dos estabelecimentos em processo de aprovação de funcionamento, relatou que o edifício em que o restaurante funcionava cumpriu apenas a primeira etapa do processo, deixando de atender às exigências apresentadas.

De acordo com o bombeiro, o projeto apresentado pelo edifício não previa gás canalizado nem em botijões. A norma prevê que botijões de gás devem ser colocados fora da cozinha, em área ventilada, e nunca em subsolo ou térreo.
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Também prestaram depoimento a filha do chefe de cozinha, morto na explosão, e uma ajudante de cozinha. Na próxima segunda-feira, dia 20, a partir das 13h, a juíza Lucia Regina Esteves de Magalhães ouvirá mais dez testemunhas arroladas pelo Ministério Público estadual.
Os réus na ação penal são Carlos Rogério do Amaral, o dono do restaurante; Jorge Henrique do Amaral, seu irmão e caixa; Mauro Roberto Lessa de Azevedo, representante legal da empresa SHV Gás Brasil; Ubiracy Conceição da Silva, vendedor da empresa; José Carlos do Nascimento Nogueira, síndico do Edifício Riqueza – prédio no qual funcionava o restaurante; Alexandre Thomé da Silva, Leonardo de Macedo Caldas Mendonça, Jorge Gustavo Friedenberg de Brito, Maria Augusta Alves Giordano e Regina Araújo Lauria, fiscais da prefeitura do Rio.
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