Por thiago.antunes

Rio - O ditado “filho de peixe peixinho é” não poderia ser mais verdadeiro na vida de Laís Castro, moradora de Morro Agudo, em Nova Iguaçu. Com apenas 4 anos, a menina, filha de um casal de rappers, já fez mais de dez apresentações e integra um grupo de hip hop.

“Ela tinha meses quando começamos a levá-la aos eventos. Não chorava nem nada. Quando nos ouvia cantando, ficava animada”, conta Átomo, de 37 anos, cantor e pai orgulhoso, que junto da esposa Lisa Castro e da filha que adotou o codinome de Lai-ca, forma o grupo de rap gospel Ultimato a Salvação, ou U-SAL.

O interesse de Lai-ca pelo rap foi natural. Em casa, seus pais sempre recebiam amigos para ensaiar ou gravar. “Com seis meses, ela batia palmas, tentava cantar, antes mesmo de falar.” E com um aninho, fez sua estreia nos palcos. “Ela cantarolava com um microfone de plástico, mas depois quis o de verdade mesmo.” Apesar de já ter até ajudado na criação de uma das músicas do pai, Lai-ca está tem um ritmo prório.

Laís Castro%2C que ganhou o nome artístico Lai-ca%2C sobe aos palcos e canta junto com os pais%2C Átomo e LisaDivulgação

“Ela canta quando ela quer. Às vezes estamos no palco e ela sobe e canta junto, outras as pessoas esperam, e ela, nada!”, Lisa Castro, de 35 anos, tenta, mas hoje Lai-ca não quer rimar e nem falar. “Não a forçamos, tem que ser bem natural e no tempo dela.” A paixão pelo rap familiar começou quando Átomo conheceu os irmãos de Lisa, há quase 20 anos. “Naquela época, bebíamos e ouvíamos rap. Depois pensamos em fazermos nossas próprias músicas, com nossa identidade”, diz Átomo.

Várias formações depois e agora convertido, o grupo trabalha na divulgação do seu primeiro CD, ‘Quando os Ramos se Renovam e as Folhas Brotam’, lançado no fim do ano passado. Apesar de evangélicos, Lisa e Átomo criam a filha como agnóstica. “Não queremos impor uma religião. Quando ela tiver idade, escolherá uma, se quiser, mas nada forçado”, diz Átomo.

Mesmo assim, ,diariamente eles leem uma Bíblia bilíngue para a menina que já está na escola: “Fico pensando em todas as coisas que minha filha já fez e nos mais de 30 livros que tem. Sei que ela vai longe, independentemente do rumo que siga!”, diz o pai.

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