Por thiago.antunes
Rio - Quando o cearense Richard Castelo Branco começou a dar aulas de teatro para as crianças da Rocinha, há cinco anos, não imaginou a potência cultural que estava fomentando. “Usava um espaço improvisado em um salão de beleza. Mas um dia, não nos quiseram mais lá e saímos”.

Ele e os meninos ensaiavam em qualquer espaço que desse. Até que um dia, Richard cansou. Achou que o trabalho não mudaria a vida de ninguém. “Um menino foi ao ensaio, mas eu estava trabalhando, não dei aula. Ele estava à toa e saiu com um grupo para fazer um assalto e morreu”, lembra. A dor por aquele menino fez Richard entender qual era sua missão de vida. Largou o emprego e fundou o Bando Cultural Favelados. “Agora estamos tendo reconhecimento, mas não foi nada fácil. Já fomos assaltados, levaram tudo da nossa sede, e ressurgimos. Não temos dinheiro, mas temos amigos”.

Bando Cultural Favelados: Cultura na RocinhaPaulo Araújo / Agência O Dia

Apoio fundamental

A história do Bando Cultural Favelados começou a mudar quando os apoios começaram a chegar. O ator Jorge Coutinho, presidente do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos do Rio), foi um deles. “Um dia recebi um e-mail dele, nem acreditei. Veio assistir a uma leitura dramatizada, adorou o grupo. Virou um amigo para todas as horas”, conta Richard.
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De todos os cantos
Em poucos anos, o Bando acabou ganhando notoriedade, e diversos atores de todos os cantos para participar das oficinas. “Vem gente de São Gonçalo, Baixada, Minas Gerais, Brasília”, cita Richard. E os padrinhos famosos continuaram chegando: Hugo Gross, Paulo Betti e Léa Garcia, além do Sated, dividiram seus conhecimentos em encontros realizados na Rocinha.
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2015: Filme, turnê e oficinas no morro
O ano mal começou, mas o Bando Cultural Favelados já está com a agenda cheia. “Vamos fazer um workshop sobre Plínio Marcos, em fevereiro, e em abril, vamos fazer uma turnê pelo Pará”, enumera Richard. E a lista continua: “Estamos produzindo o filme ‘Blecaute’, história verídica sobre uma guerra interna na favela em 1993.” Ele ainda conta que em março o grupo promoverá a Batalha de Titãs, com prêmios para os melhores dançarinos de passinho. “Estamos fechando apoios.” Alguém dúvida que este é o ano deles?
NBS vai receber estrangeiros em cursoDivulgação

Gringos na NBS

O escritório da agência NBS Rio+Rio na favela Santa Marta receberá nesta quinta-feira 35 alunos do curso de Business Management da University of Minnesota, Minneapolis, EUA. A viagem faz parte de um programa da universidade que tem como objetivo mostrar estratégias de inovação, sustentabilidade e responsabilidade corporativa nas empresas.

Esse é o segundo encontro que a NBS Rio+Rio promove com estudantes estrangeiros, neste ano. No início do mês, 35 alunos de MBA da Rice Jones Graduate School of Business (foto), também dos Estados Unidos, subiram o Santa Marta para conhecer os estudos de caso de Oi, Bob's, Bom Negócio e O Boticário e a filosofia da agência de publicidade fundada em 2002.

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Exposição Nós na Maré
Até 28 de março, o Galpão Bela Maré (Rua Bittencourt Sampaio 169, Maré) receberá a exposição fotógrafica ‘Nós’, com registro dos dez anos da Agência Imagens do Povo.
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Ação em Rio das Pedras
Hoje, a partir das 17h, a Praça do Cine & Rock, em Rio das Pedras, será palco de show em prol de sua primeira biblioteca. Os organizadores pedem que todos levem livros.
Hamlet na Rocinha
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A Companhia Completa Mente Solta apresentarão a peça ‘Trans-Hamlet-Formation’, na Biblioteca Parque da Rocinha, amanhã, às 16h. Estrada da Gavéa 454. Entrada franca.
Corrente em Ipanema
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A Corrente Pelo Bem promove, toda quarta, um bazar em prol de instituições carentes da Baixada Fluminense, no Bar Villa Ipanema (Rua Vinicius de Moraes 53 B).