Por felipe.martins

Rio - O que Ariano Suassuna, Lima Barreto, Manoel de Barros e Patativa do Assaré têm em comum? Além de grandes nomes da literatura popular brasileira, os autores foram escolhidos para abrir uma coleção de audiolivros que será distribuída em bibliotecas públicas com setor de acessibilidade, até o fim deste ano.

A iniciativa partiu da Companhia de Teatro Manguinhos Em Cena, que ensaia dentro da Biblioteca-Parque da favela. “Soubemos da dificuldade que é conseguir esse material, então decidimos fazê-lo”, conta Ana Carina Santos, coordenadora do projeto. Dez livros farão parte da coleção, atualmente o grupo está gravando simultaneamente o sexto e o sétimo, na Biblioteca Parque Estadual e no Instituto Benjamin Constant.

Wilson e Haroldo gravam audiolivros na Biblioteca Parque Estadual e no Instituto Benjamin ConstantAndré Mourão / Agência O Dia

“Participar desse projeto é uma grande responsabilidade”, conta Haroldo César, um dos interpretes dos livros. “Tem sido um grande desafio, muito diferente do teatro”, comenta Wilson Netto, outro integrante da trupe. “Estou ansioso para saber se irão gostar”, conclui Wilson.

A escolha eclética foi feita pelos próprios atores que durante um mês pesquisaram dentro da biblioteca. “Pensamos no público que ouviria, não poderíamos escolher algo que fosse muito técnico”, diz Ana. A expectativa é de que até dezembro o acervo esteja disponível na biblioteca de Manguinhos e em outras nove. “O importante é multiplicarmos.”

Outro livro a ser gravado é ‘Orfeu da Conceição’, de Vinicius de Moraes, que tem como cenário uma comunidade carioca, em uma homenagem do grupo aos 450 anos do Rio. As gravações ainda incluirão o público infantil com ‘O homem que contava histórias’, das autoras Roseane Pamplona e Sônia Magalhães. O título foi trabalhado pela Manguinhos Em Cena no projeto ‘Palavra Viva’, que leva contação de histórias de autores brasileiros para crianças de escolas públicas da região de Manguinhos.

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