Por tamyres.matos

Rio - A sede do Batalhão Escola de Engenharia Villagran Cabrita, em Santa Cruz, por onde passou neste mês a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, foi a sede da antiga Fazenda dos Jesuítas, mesma ordem religiosa do papa Francisco. Desde os primeiros anos da cidade do Rio de Janeiro, no final do século XVI, a fazenda foi formada e, ao longo do tempo, acabou se tornando uma das principais do Brasil.

Depois, com a chegada da Família Real, em 1808, o príncipe-regente, D. João VI, acabou adotando a fazenda como seu Palácio de Veraneio. Seu filho D. Pedro I e o neto, D. Pedro II, também passariam longas temporadas na fazenda, que ocupou a maior parte da atual zona oeste do Rio de Janeiro. A sede do batalhão pode ser visitada. Fica na Praça Ruão, 35, pertinho da estação de trem. O telefone para marcar a visita é 3395-0573, ou pelo e-mail [email protected]

O batalhão se conecta à Ponte dos Jesuítas, também em Santa Cruz, erguida em cantaria pelos jesuítas em 1752, que na verdade funcionava como uma pequena represa, dentro do conjunto de obras de irrigação feitas pelos jesuítas. A ponte é uma das joias da arquitetura da cidade, bem preservada, tombada e com oito colunas retangulares. Seus arcos regulavam o volume das águas das enchentes do rio Guandu, desviando para o rio Itaguaí por um canal artificial.

Com a canalização do rio Guandu, a ponte perdeu sua função original, mas é um dos mais belos monumentos da arquitetura carioca, tombada pelo Patrimônio Histórico. Em seu centro, além do ano da obra (1752), está a seguinte inscrição latina: Flecte genu, tanto sub nomine flecte viator. Gic etiam reflua flectitur amnis aqua (Dobra o joelho sob tão grande nome, ó viajante. Aqui também se dobra o rio em água refluente).

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