Por bianca.lobianco

Rio - Os 200 manifestantes que estavam em frente ao Palácio Guanabara, nesta quinta-feira, já se retiraram do local. O Bope chegou ao acesso, mas os participantes já haviam sido dispersados. O túnel Santa Bárbara, que chegou a ser fechado por conta da manifestação, já foi reaberto. 

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PM promove perseguição a manifestantes e bombas são lançadas na Lapa

Um grupo de homens mascarados foi para a Lapa, na região central do Rio, e policiais militares promoveram uma perseguição na noite desta quinta-feira. Bombas foram lançadas em direção ao grupo. Nas redes sociais, especula-se que 1 milhão de pessoas participaram do megaprotesto. A mobilização, pacífica a princípio, culminou em violência.

O número de feridos durante os confrontos subiu para 44, entre eles um PM e quatro guardas municipais. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde. Todas as vítimas estão sendo encaminhadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

O clima ainda é tenso em alguns pontos. Parte dos manifestantes seguiram para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo caminho, há um rastro de destruição em agências bancárias, lojas e pontos de ônibus, todos destruídos, além de lixo no caminho e focos de incêndio. Na Candelária, houve novo quebra-quebra.

Choque atira a esmo em pessoas na Presidente Vargas

O Batalhão de Choque atirou a esmo balas de borracha e bombas de gás. No Souza Aguiar, houve discussão entre uma advogada voluntária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os PMs. Segundo ela, eles atiraram uma bomba de gás em pessoas que estavam na frente da 5ª DP (Mem de Sá). Um homem que estava com pedras e bombas na mochila foi detido e os policiais não queriam que ele fosse atendido.

"A situação está descontrolada. É difícil identificar se há grupos individuais no protesto e quais são eles. É preciso também investigarmos o tratamento e indiciamento que os presos recebem", disse a advogada Priscila Pedrosa.

Logo após a declaração, houve empurra-empurra entre os PMs e a advogada, mas o rapaz acabou sendo atendido.

Wellington Santana, 55 anos, é sindicalista e foi agredido com pauladas e chutes por manifestantes mascarados e com lenço no rosto. Pulso fraturado. "Dez me agrediram com socos chutes e pauladas. São pessoas infiltradas. Pra causar baderna".


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