Moradores de Itaguaí fecham a Rodovia Rio-Santos

Falta de abastecimento já dura três meses na região

Por O Dia

Rio - Moradores de Itaguaí fecharam a Rodovia Rio-Santos, nos dois sentidos, em protesto contra falta d'água na região, na manhã deste sábado. Segundo eles, a falta de abastecimento já dura três meses. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e policiais militares acompanham o ato. A manifestação causou cerca de seis quilômetros de retenção na via. 

Moradores fecham Rodovia Rio-Santos%2C na altura de Itaguaí%2C em protesto contra a falta d'águaFábio Pontes / Agência O Dia
Moradores já estão há três meses sem água Fábio Pontes / Agência O Dia

No Dia da Água, uma lição contra o desperdício

Enquanto no mundo se comemora neste sábado, o Dia da Água, moradores do Rio dão uma baita lição de como preservá-la. Um dos exemplos pioneiros vem do Morro da Babilônia, onde um condomínio de 16 apartamentos recolhe a água da chuva através de calhas que abastecem reservatórios.

Moradora do condomínio Morar Carioca Verde, no Morro da Babilônia, a estudante de jornalismo, Débora Melo, de 32 anos, utiliza água da chuva para todos os serviços domésticos. “Lavo tapetes, lavo banheiro, passo pano na casa e molho as plantas”, conta Débora, que mora lá desde quando o edifício foi inaugurado, há um ano, pela prefeitura. O sistema de reaproveitamento da água da chuva é composto por uma rede de calhas e caixas com capacidade para 10 mil litros.

Na Baixada, um outro exemplo de uso racional da água. E de conscientização ambiental. A ONG Onda Verde, recebe diariamente mil alunos da região e ensina maneiras simples de como economizar água em casa.

O ecólogo Hélio Vanderlei, há 20 anos à frente da ONG Onda Verde, em Nova Iguaçu, desenvolveu ações criativas para economizar água. A começar pelos banheiros da instituição. Nas torneiras, arejadores acoplados ao bico são responsáveis por diminuir o volume da água. Nos vasos sanitários, as descargas têm duas válvulas: uma de três litros, e outra de seis.

No Morro da Babilônia%2C no Leme%2C a água da chuva é captada em calhas%2C segue em uma tubulação e cai diretamente nos reservatórios Alexandre Vieira / Agência O Dia

“São pequenos truques que podemos adaptar em qualquer casa”, ensina Hélio. Na ONG, os alunos aprendem a desenvolver o sistema de captação da chuva. Lá, uma caixa de cinco mil litros, abastece o lago da área de lazer e armazena a água que é frequentemente usada para regar o jardim e lavar o quintal. “É uma prática sustentável e uma economia para o bolso. Com a caixa, economizo mais de R$ 100 mensais”, completa.

No edifício Alceu Amoroso, na Tijuca, a ordem é combater o desperdício. Há dois anos, cinco reservatórios — cada um com capacidade para 5 mil litros — foram instalados para receber água da chuva. Um deles fica no jardim e possui uma conexão direta com o sistema de irrigação. Desde a implantação dos reservatórios, a despesa anual com a conta de água do edifício caiu de R$ 22 mil para R$ 14 mil.

No edifício Viver, em Campo Grande, além de água da chuva, também é utilizada a técnica do reuso. A água oriunda de chuveiros e lavatórios serve para limpeza mais pesada. “Esta água serve, por exemplo, para lavar a calçada. Nosso reservatório de quatro mil litros fica cheio todos os dias”, revela o síndico Pedro Monteiro.





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