Ônibus circulam com 40% da frota, diz Secretaria Municipal de Transportes

Apesar do aumento, manhã de quarta-feira foi de transtornos novamente para passageiros de ônibus

Por O Dia

Rio - Os ônibus do município do Rio circulam com 40% da frota na tarde desta quarta-feira, de acordo com a Secretaria de Transportes. Desde o início de terça-feira, os rodoviários estão em greve e passageiros enfrentam transtornos para se locomoverem na cidade. Pela manhã, quando ainda 18% da frota circulava, o secretário de Transportes, Alexandre Sansão, disse que mais ônibus estavam circulando nas ruas e que a situação seria melhor que ontem.

"Muitos rodoviários perderam o medo dos grevistas e conseguiram chegar às garagens de suas empresas para trabalhar", disse. Entretanto, a situação ainda foi complicada para quem se arriscou em sair de casa. Muitas pessoas se aglomeraram os pontos da cidade.

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Passageiros enfrentaram longas filas para embarcar em ônibus na Central do BrasilFoto%3A Carlos Moraes / Agência O Dia

Na Central do Brasil, por exemplo, ponto de integração entre ônibus, trens e metrô, as filas se estendiam e prolongavam o sofrimento dos passageiros.

Ontem, o TRT-RJ determinou o retorno de 70% do efetivo total dos rodoviários do município, mas, de acordo com secretaria de Transportes, apenas 18% da frota estava nas ruas nesta manhã. Com isso, os pontos ao longo de vias expressas, como Avenida Brasil, e na Avenida Presidente Vargas, ficaram cheios. Hoje, de acordo com a Rio Ônibus, 10 ônibus foram depredados.

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O BRT Transoeste, que começou a operar com 40% de sua frota ontem pela manhã, nesta quarta-feira iniciou sua operação com 50% dos coletivos circulando no eixo Barra da Tijuca - Santa Cruz e estendeu ainda pela manhã para 55%. No entanto, segue suspensa a circulação no eixo da Avenida Cesário de Melo, que atende a região de Campo Grande. "Não temos ônibus suficiente para atender aquela região", explicou o Alexandre Sansão.

Trens, metrô e barcas também seguem com o reforço em suas operações, assim como os ônibus que estão circulando estão dando prioridade a ligação com outros modais e a áreas não atendidas por outros meios de transporte.

Assembleia nesta quinta-feira

De acordo com Hélio Teodoro, um dos líderes do movimento grevista, 20% dos ônibus estavam rodando na cidade nesta manhã. Segundo ele, houve um rodízio e quem ontem trabalhou hoje não está rodando.

Nesta quinta-feira, uma assembleia às 16h na Candelária vai decidir os rumos da greve, que pode ter mais 24h ou 48h de paralisação. "Ninguém nos procurou para negociar até agora", reclamou Hélio.

Ameaça de greve de rodoviários angustia passageiros na Baixada Fluminense

Fim de madrugada e início de manhã de quarta-feira de incerteza para passageiros da Baixada Fluminense com a decretação da grave de rodoviários a partir de 0h, em cinco municípios da região, em apoio a motoristas e cobradores da capital fluminense, que entram no segundo dia da paralisação de 48 horas. Representações dos rodoviários e do sindicato patronal dizem que o movimento foi deflagrado por um pequeno grupo sem representatividade.

De acordo com a TransÔnibus, que representa as empresas de ônibus de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo e Mesquita, "a paralisação teve baixo alcance, provocando atrasos na saída de ônibus de poucas garagens. Apenas um ônibus foi alvo de vandalismo". A expectativa da entidade é de que até às 10h toda a frota esteja operando. Até o momento, nenhum representante dos grevistas foi encontrado para falar sobre o movimento desta quarta-feira.

Passageiros levaram muito tempo para embarcar em Nova IguaçuOsvaldo Praddo / Agência O Dia

O cenário era de preocupação para os passageiros que chegavam a partir das 4h na Rodoviária de Nova Iguaçu, no Centro do município. Até às 5h15, nenhum ônibus havia estacionado nas dezenas de pontos das linhas com destino ao Rio, Baixada e Niterói. O bombeiro hidráulico Adão Cosme, de 62 anos, aguardava o primeiro coletivo da empresa Evanil, que sempre sai às 4h30 para Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

"No Rio, sabia da greve. Aqui não. Só vou para o trabalho se for de ônibus. Se não der volto para casa", afirmou Adão, que é dono de uma loja na Tijuca, também na Zona Norte carioca, descartando a possibilidade de utilizar os trens do ramal de Japeri. "Normalmente eles já vem lotados de Japeri. Imagina hoje?"

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