Trânsito de veículos já está liberado no Arco Metropolitano

Estimativa é que rodovia receba até 30 mil veículos por dia. Lindbergh foi barrado em inauguração

Por adriano.araujo

Rio - Está aberto ao tráfego de veículos, nesta quarta-feira, o Arco Metropolitana, inaugurado ontem pela presidenta Dilma Rousseff e pelo governador Luiz Fernando Pezão. Com 145 quilômetros de extensão, a rodovia liga Itaboraí a Itaguaí, se conectando com as rodovias federais que passam pelo Rio. Além disso, ela também passa pelos municípios de Magé, Guapimirim, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri e Seropédica.

A estimativa inicial do governo é de que a rodovia receba mais de 30 mil veículos por dia, neste primeiro período, sendo 10 mil carretas e caminhões e 22 mil veículos leves. Sua função é desafogar as vias expressas de entrada e saída do Rio, como Ponte Rio-Niterói, Avenida Brasil, Linhas Vermelha e Amarela e as Rodovias Washington Luiz e Presidente Dutra, uma vez que ela se liga a todas as estradas federais que passam pelo Rio: BR-040 (Rio-Belo Horizonte-Brasília), BR-116 (Via Dutra), BR-101 (Rio-Santos), BR-465 (antiga Rio-São Paulo) e BR-116 (Rio-Bahia).

Lindbergh foi barrado inauguração do Arco Metropolitano

A quatro dias do início oficial da campanha eleitoral, a presidenta Dilma Rousseff manteve, pelo segundo dia consecutivo, o candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, longe de seu palanque. Dilma participou ontem de agenda pública com o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Mesmo ausente, Lindbergh foi lembrado pelos trabalhadores da obra do Arco Metropolitano, inaugurada pela presidenta e pelo governador. No momento em que foi descerrada a placa de inauguração da via, um grupo puxou um coro “É Lindbergh, é Lindbergh”. A reação foi imediata com um outro grupo gritando o nome de Pezão.

Já o ex-governador Sérgio Cabral foi vaiado por parte do público — composto por convidados e operários das quatro construtoras que trabalharam nas obras —, quando teve o nome anunciado pelo locutor.

Candidato ao Palácio Guanabara, Lindbergh foi eleito duas vezes prefeito de Nova Iguaçu, município beneficiado pelas obras da nova rodovia. Na véspera, Lindbergh não participara também das outras inaugurações promovidas pela presidenta no Rio. No estado, o PT está coligado com o PSB, do presidenciável Eduardo Campos.

Pezão, cujo o PMDB fechou aliança com o PSDB de Aécio Neves, aproveitou os três eventos — inaugurações de hospital em Saquarema, um conjunto habitacional no Estácio e Arco — para ressaltar a sua amizade com a presidenta e reafirmar que as obras são fruto da parceria entre os governos federal e estadual, iniciada ainda entre o ex-presidente Lula e Cabral.

Dilma retribuiu, destacando que no Rio existe “a boa parceria”. A presidenta e o governador ainda participaram de um jantar, na noite de segunda, no Guanabara.Depois de inaugurarem a obra do Arco Metropolitano, em Duque de Caxias, Dilma, Pezão, Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, foram à solenidade de comemoração pelos 500 mil barris/dia de produção no pré-sal, na sede da Petrobras.

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