Barca Pão de Açúcar apresenta defeito no meio da Baía de Guanabara

Embarcação reduziu a velocidade enquanto seguia viagem de Niterói para o Rio de Janeiro nesta manhã

Por O Dia

Rio - A barca Pão de Açúcar, apresentada pelo governo estadual como a estrela da travessia entre Rio e Niterói, e que começou a circular em março, já apresentou problemas ontem pela manhã, na Baía de Guanabara.

A concessionária CCR não informou o tipo de defeito apresentado e disse ter se tratado de um “problema técnico”, que acabou sendo resolvido sem a necessidade de tirar a barca de circulação.

O professor de Engenharia de Transportes da Uerj, Alexandre Rojas, no entanto, avalia que os passageiros ainda vão conviver com estes “problemas” por muito tempo e afirma que houve uma série de erros de planejamento.

“Essa barca é muito nova para enguiçar tão cedo. Barcas têm uma vida útil muito longa, pois não são como ônibus, que se enguiçar, você para no acostamento. A barca não vai parar no meio na baía. Essa barca vai dar defeito e matéria de jornal por mais uns 20 anos”, disse o especialista.

Catamarã Pão de AçúcarAlexandre Brum / Agência O Dia

A manutenção destas novas embarcações, segundo Rojas, deveria ser ainda mais criteriosa. Entretanto, há um problema, mostrado pelo DIA, em abril, que é o fato de as sete embarcações adquiridas pelo governo na China — a Pão de Açúcar foi a primeira delas a entrar em operação — não caberem nos píeres dos estaleiros da Baía de Guanabara.

“Quando se faz uma barca, é preciso customizá-la de acordo com o local onde ela será utilizada, estudar as características, mas isso sai caro. O governo quis baratear custos, mas este é o caso típico daquele barato que sai caro. Não valeu a pena”, explicou Alexandre Rojas.

Na ocasião em que o problema foi revelado, a Secretaria Estadual de Transportes informou que caberia à operadora fazer as adaptações nos estaleiros, mas um aditivo no contrato de concessão indica que cabe ao governo fazer essa reforma. As sete embarcações foram compradas pelo governo estadual por R$ 300 milhões e a CCR Barcas é a responsável pela operação e manutenção.



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