Consórcios não cumprem normas e 16 ônibus são retirados das ruas de Niterói

Mesmo com uma década para se adequarem às regras, empresas não adaptaram frotas, que deveriam oferecer condições mínimas de acessibilidade para passageiros

Por O Dia

Rio - As empresas de ônibus municipais de Niterói tiveram, nesta terça-feira pela manhã, 16 veículos retirados das ruas por não oferecerem acessibilidade adequada - e necessária - aos passageiros. Outros três veículos de linhas intermunicipais que operam em São Gonçalo foram multadas na mesma operação, realizada em conjunto pela prefeitura e o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro).

Elevadores desnivelados, cintos de segurança desregulados e dispositivos que não funcionavam são alguns dos problemas encontrados nos coletivos da Transnit e Transoceânica – consórcios responsáveis pelas linhas municipais. Segundo decreto federal, as empresas de transporte público tinham dez anos para adaptar a frota às necessidades para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Após uma década, porém, a Transnit e Transoceânica não cumpriram as normas gerais e critérios, considerados básicos. Os consórcios tinham até dezembro do ano passado para concluir as mudanças. “Desde que o prazo da adaptação expirou, temos realizado vistorias constantes. A ideia não é punir, mas conscientizar”, afirmou o subsecretário da Coordenadoria de Acessibilidade da prefeitura, Bruno Teixeira.

O chefe da Fiscalização de Transporte, Paulo Roberto Aurnheimer,  informou que na última ação, em abril deste ano, foram recolhidos 32 ônibus. Nesta segunda, foram 16. Para ele, a redução no número de veículos tirados das ruas mostra que a ação tem surtido efeito.

As empresas podem ser multadas R$ 1 mil caso os veículos voltem a circular antes que os reparos sejam feitos. No caso das linhas intermunicipais, a agente auxiliar de Transporte do Detro, Elaine Lucas, multou em R$ 942 as empresas Rio Ita (linha 481M-Apolo III), Estrela (linha 443-Porto Novo) e Fagundes (linha 431-Monjolos). Neste caso, as empresas podem recorrer.

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