Por luis.araujo

Rio - Uma passeata com dezenas pessoas ocupa a Avenida Rio Branco, no sentido Cinelândia, no início da tarde desta quinta-feira. A ação acontece em lembrança às oito vítimas da Chacina da Candelária, que moradores de rua foram brutalmente assassinados por policiais militares há mais de 22 anos, no Centro do Rio.

GALERIA: Protesto lembra os 22 anos da Chacina da Candelária

Os manifestantes também participaram de uma missa na região. O trajeto deve terminar na Cinelândia. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, o trânsito na região é intenso. Porém sem retenções nas vias próximas, como a Av. Presidente Vargas.

Manifestação na Candelária contou com a presença do Ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos Pepe VargasAlexandre Vieira / Agência O Dia

Chacina completa 22 anos

Na ocasião da chacina, dois carros com placas cobertas pararam em frente à Igreja da Candelária. Os atiraram contra dezenas de pessoas, a maioria crianças e adolescentes, que estavam dormindo perto da Igreja. Um dos sobreviventes da chacina, Sandro Barbosa do Nascimento, foi o autor do sequestro do ônibus 174, sete anos depois do episódio.

Os nomes dos oito mortos estão escritos em uma cruz de madeira, erguida no jardim de frente da Igreja. Foram mortos: Paulo Roberto de Oliveira, 11 anos, Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos, Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos, Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos, um jovem identificado como 'Gambazinho', 17 anos, Leandro Santos da Conceição, 17 anos, Paulo José da Silva, 18 anos e Marcos Antônio Alves da Silva, 19 anos.

Nas investigações, foram indiciados o ex-PM Marcus Vinícius Emmanuel Borges, os PMs Cláudio dos Santos e Marcelo Cortes, o serralheiro Jurandir Gomes França, Nelson Oliveira dos Santos, Marco Aurélio Dias de Alcântara e Arlindo Afonso Lisboa Júnior. Cláudio, Marcelo e Jurandir foram inocentados no processo.

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