Caminhão não respeita limite de altura e atinge ponte na Francisco Bicalho

Ninguém ficou ferido, mas trânsito foi impactado. Segundo a SuperVia, colisão pôs em risco segurança da operação ferroviária, a vida dos passageiros e de seus funcionários

Por O Dia

Rio - Seguindo pela pista lateral da Avenida Presidente Vargas em direção à Avenida Francisco Bicalho uma placa informa ao motorista que há um limite de altura na faixa da direita. Veículos com mais de 2,8 metros não podem passar pelo local. Os que se aventuram, acabam, inevitavelmente, atingindo a estrutura metálica de uma ponte ferroviária, utilizada pelos trens da SuperVia, que passa por cima do entroncamento das duas avenidas. Na manhã desta quinta-feira, um motorista imprudente não respeitou as leis de trânsito e provocou um acidente no local. Para a concessionária responsável pelos trens do Rio, a colisão colocou em risco a segurança da operação ferroviária e a vida dos passageiros e de seus funcionários.

Caminhão bateu na estrutura metálica da ponte ferroviária localizada sobre a Avenida Francisco BicalhoDivulgação

O acidente foi registrado às 7h40 desta quinta-feira. Ninguém ficou ferido, de acordo com o Corpo de Bombeiros, no entanto, segundo o Centro de Operações da Prefeitura, a colisão, além de interditar uma faixa da Avenida Francisco Bicalho, causou impactos no trânsito em importantes vias do Centro. A pista lateral da Avenida Presidente Vargas, por exemplo, ficou completamente parada, em direção à Avenida Brasil, a partir da Rua de Santana. Os reflexos se estenderam até o Elevado 31 de março, que registrou retenção, no sentido Catumbi, em toda a sua extensão.

Técnicos da SuperVia foram até o local do acidente para fazer uma vistoria na linha férrea. Eles constataram que a via não foi danificada. A circulação também não foi afetada. Segundo a concessionária, o número de colisões sob a ponte ferroviária ocorridas desde janeiro já chega a dez. As últimas duas ocorrências foram registradas em julho, nos dias 10 e 18. Em 20 de março, com uma diferença de três horas, dois ônibus também se chocaram contra a estrutura. Já em fevereiro, em um período de apenas uma semana, dois caminhões colidiram com o pontilhão e provocaram danos na estrutura.

A SuperVia fará um novo Boletim de Registro de Acidente de Trânsito (BRAT) na polícia e também pedirá à Prefeitura mais uma vez que tome providências em relação ao desrespeito às leis de trânsito no local, já que, a cada vez que a estrutura da ponte é atingida, linhas ferroviárias são deslocadas do seu eixo normal, o que pode causar até acidentes de grandes proporções.

Em nota, a concessionária lembrou que a segurança no trecho onde a ponte ferroviária passa sobre a Avenida Francisco Bicalho cabe ao poder público. "A SuperVia não tem poder legal para atuar de forma a exigir o cumprimento às leis de trânsito", afirmou.

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