Por nicolas.satriano
Gerente Reinaldo Mendes%3A mais de 100 veículos no estacionamentoDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Rio - Esta terça-feira foi (ou era para ter sido) Dia Mundial Sem Carro, mas, no Rio, a aderência à campanha ficou a ver... automóveis. Os estacionamentos cheios, a lentidão de sempre para ir e vir e o próprio carioca não deixam negar.

“Era hoje? Eu nem sabia disso!”, disse Reinaldo Mendes, 40 anos, gerente de um estacionamento na Lapa. O Dia Sem Carro passou tão longe que, até o fim da tarde, mais de 100 veículos tinham estacionado no local. “É o normal de todo dia. E o trânsito na Brasil ‘tava’ ruim como sempre”, contou.

Pela manhã, os motoristas levavam 46 minutos para cruzar a Ponte Rio-Niterói no sentido Rio. Antes mesmo das 6h, as principais vias já estavam lentas: Linha Vermelha, Avenida Brasil, Gasômetro... A Linha Amarela, por exemplo, recebeu 2 mil carros a mais na manhã de ontem (59 mil) do que na manhã da terça-feira passada.

“Só fiquei sabendo de manhã (da data). Com esses transportes vergonhosos, quem vai deixar o carro em casa?”, questionou Carlos Henriques de Oliveira, 41, funcionário de outro estacionamento do Centro. Lá, o movimento também foi normalíssimo.

As concessionárias de transportes, no entanto, registraram aumento de fluxo. A SuperVia teve o maior número de embarques desde 1998 no pico da manhã, com 235 mil passageiros até as 9h. O MetrôRio teve alta de 4,5% na frequência até as 10h em comparação com a terça passada. Nas barcas, a linha Arariboia-Rio recebeu 11% mais clientes dos que a média das manhãs das terças de setembro.

O prefeito Eduardo Paes também usou o carro.

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