Por bianca.lobianco

Rio - Há pouco mais de uma semana, a prefeitura de Queimados distribuiu, gratuitamente, 60 cadeiras de rodas feitas sob medida a deficientes físicos da cidade. Em Nova Iguaçu, há cerca de um mês, o prefeito Nelson Bornier (PMDB) participou da entrega, também gratuita, a pessoas portadoras de deficiência mais de 100 equipamentos, como cadeiras, muletas e andadores.

As iniciativas contemplam aqueles que não têm condições de comprar o equipamento, mas poderiam fazer mais diferença na vida dos beneficiados, caso as cidades da Baixada Fluminense oferecessem melhores condições de acessibilidade. Foi o que o observou durante blitz em cidades da região.

Cadeirantes sem direito de ir e virPaulo Alvadia / Agência O Dia

Em Queimados, no Centro é possível encontrar calçadas planas e com rampas de acesso para cadeirantes. Mas o problema está nos bairros. Morador do Jardim Alzira, Jorge Mendes Souza, 50 anos, foi atropelado há cinco. As sequelas o fizeram depender de cadeira de rodas.
Mas, apesar de ter o equipamento, depende de outras pessoas para circular pelas ruas. Como as calçadas não são adaptadas e as ruas não têm asfalto, ele precisa pedir ajuda para superar os obstáculos e subir o meio-fio.

O cadeirante diz que a situação é pior ainda nos dias de chuva, quando não pode nem sair de casa. “Quando chove, a rua vira lama”, conta.
Em Nova Iguaçu, o cenário é parecido. Na Via Light e em boa parte do Centro há rampas nas calçadas. Mas, mesmo assim, buracos dificultam o ir e vir dos cadeirantes.

Vítima de um acidente vascular cerebral no ano passado, Mônica Valéria Souza, 38 anos, teve o lado esquerdo de seu corpo paralisado e usa cadeira de rodas há sete meses. Ela só sai de casa na companhia do marido, Solon Tavares Santos, 33 anos.“Se não fosse por ele, não teria como circular pela cidade. As ruas e calçadas têm muitas ondulações e a cadeira bate muito”, critica.

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