Por julia.amin
Publicado 23/08/2013 21:07 | Atualizado 23/08/2013 21:10

Magé - Entre o cultivo de legumes e a criação de peixes, principais atividades econômicas de Magé, é a apicultura — criação de abelhas para a produção de mel — que surge com potencial para se tornar fonte de renda. De acordo com a Confederação Brasileira de Apicultura, o mercado no Brasil está avaliado em cerca de R$ 900 milhões, e o número de apicultores aumentou 4,5% em dez anos.

Para incentivar apicultores locais, o município realizou o 1° Encontro Regional de Apicultura e a 1ª Mobilização Nacional em Defesa das Abelhas, nos dias 16 e 17. O evento reuniu 415 estudantes, palestrantes e expositores e cerca de mil visitantes.

O encontro atraiu aproximadamente mil visitantes ao Parque IririCarlos Wrede


A cidade tem 21 apicultores sem certificação, o que impede a comercialização legal do mel. “Temos quase 70% de superfície de vegetação de Mata Atlântica, propícia para o desenvolvimento da apicultura”, afirma o secretário municipal de Agricultura Sustentável, Aloísio Sturm.
Ele explica que a prefeitura tem interesse em formalizar a atividade. Para isso, planeja criar a Casa do Mel, com custo estimado em R$ 120 mil, onde o apicultor poderá processar e extrair o produto mais rapidamente.

Há 40 anos no ramo, Domingos Ramiro, de 59 anos, é um dos produtores mais expressivos da cidade. No sítio Pedra D’Água, no Parque Iriri, ele produz cerca de 2.500 potes de mel por ano — cerca de 1.250 quilos anuais. “Criei três filhos e comprei minha casa com o lucro do mel”, orgulha-se o apicultor.

Ele conta que adquiriu a primeira colmeia em 1963 e já levou 120 ferroadas no mesmo dia. Hoje, tem 50 caixas de abelhas, produzindo mel, própolis e cera, entre outros. “O mercado é bom quando se trabalha com seriedade”, diz.

Legislação é rigorosa com a limpeza

O presidente da Federação das Associações de Apicultores do Estado do Rio de Janeiro, Nelson Victor de Oliveira Filho, explica que a legislação exige higiene na produção. O ambiente e os utensílios devem estar sempre limpos, com telas de proteção contra insetos e área de processamento adequado. “O ideal para os produtores é unirem-se em cooperativas e usar um único entreposto”, diz.

Mas alguns apicultores reclamam do rigor da lei. “É possível fabricar artesanalmente e com higiene. A legislação devia atender aos que investem nos grandes mercados e nos produtores artesanais. Um produto não processado tem mais valor de mercado”, diz o apicultor Paulo dos Santos.

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