Por bianca.lobianco

Rio - Moradores de rua, brinquedos, como gangorras e balanços, quebrados e repletos de pregos expostos, mato alto, garrafas de bebidas espalhadas, pichações e quadras esportivas em péssimo estado de conservação. Esses são alguns problemas encontrados em praças públicas da Baixada Fluminense. Em Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Belford Roxo, o lazer se torna cada vez mais raro.

Na Via Light, no Centro de Nova Iguaçu, três praças e uma quadra esportiva apresentam problemas. Na primeira, cerca de dez moradores de rua costumam se abrigar sob telhas de madeira, que apresentam risco de cair.

Numa praça de Nova Iguaçu%2C brinquedos como gangorras e balanços foram destruídos. Não há conservaçãoEstefan Radovicz / Agência O Dia

Ainda é possível avistar brinquedos quebrados e tomados por mato alto. Garrafas vazias de bebidas, como vodca, espalhadas pelo local denunciam o abandono, logo na entrada da cidade.
A dona de casa Janaína Reis, 40 anos, mãe de Ian Reis, 9, reclama que na quadra até a baliza foi arrancada. “Não dá nem para meu filho jogar futebol. A cesta do basquete também não existe mais. Meu filho não brinca aqui”, lamenta Janaína.

O gráfico Daniel Celano, 52, vai além. “Virou ponto para bebedeira e usuários de droga. As ripas de madeira que serviam como telhas estão se soltando”, critica.

Na segunda praça, na esquina com a Rua Doutor Otávio Tarquínio, um morador de rua que dorme no local há 10 anos, acumula sacos plásticos com entulho num banco. Num deles, guarda um aparelho de TV no meio de roupas e papelões. Lá, motoristas ignoram a fiscalização e estacionam carros no meio da praça.

Na última praça visitada, próximo a um supermercado, há bancos e mesas destruídos e jogados ao chão.

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