Por julia.amin
Publicado 18/10/2013 18:54

Nova Iguaçu - A empresária Teresa Cristina Parente Ponte, 54 anos, vai todos os anos pedir a poda das árvore da rua onde mora, no Centro de Nova Iguaçu, à Ouvidoria da prefeitura. Na quarta-feira, ela pediu novamente o serviço, que não é prestado desde 2001.

Ela foi informada que seu pedido foi encaminhado à Secretaria de Meio Ambiente e que terá uma resposta em até 15 dias. “Uma árvore já caiu sobre a fiação e quebrou um poste. Estou confiante de que, desta vez, irão resolver o problema”, aposta Teresa, que mora na Rua Raimunda Odete Pimentel.

Assim como Teresa Cristina, milhares de pessoas procuram todos os dias o setor para denunciar a falta de prestação de serviços públicos no bairro onde moram. Asfalto, desentupimento de bueiros, troca de lâmpadas, retirada de entulho, coleta de lixo e falta de médicos são os campeões de pedidos da população da região.

Além da Praça Paulo de Frontin%2C três quiosques serão criados para ouvir a população de Nilópolis até o fim do ano%2C um deles no Mercado PopularRobson Barreto/ Divulgação

Alvo de críticas por não acompanhar e informar o andamento dos pedidos que afligem a população, como a falta de coleta regular de lixo, as ouvidorias das prefeituras da Baixada Fluminense estão se reestruturando para melhor atender à população.

Em Nova Iguaçu, a ouvidoria foi reformulada e registra em média 40 a 50 solicitações por dia, a maioria para a Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Diretor do setor, Luiz Cláudio Almeida, conta que, ao pedir um serviço, um número de protocolo é gerado e, através dele, é feito o acompanhamento do processo por telefone.

Ele diz que o propósito principal é ser aliado do cidadão que cobra o aperfeiçoamento dos serviços. “No sentido figurado, a eles estendemos o tapete vermelho por serem a fonte de coleta de dados”, destaca Almeida.

Dois ouvidores trabalham na Prefeitura de Belford Roxo de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30. Responsável pelo setor, Leandro Alves conta que registrou 361 reclamações desde abril, quando foi reativada. “A maioria é para pedir lâmpadas e coleta de lixo. Novas empresas foram contratadas, o que facilitou o nosso trabalho”, afirma.

Nilópolis ouve a população na praça

A ouvidoria de Nilópolis recebe cerca de 30 reclamações por dia no quiosque inaugurado dia 21 de agosto na Praça Paulo de Frontin, no Centro. Vinte funcionários recebem os pedidos, sugestões e críticas da população de segunda-feira a sábado.

Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Márcio Ferreira, mais de 50 mil pedidos feitos pela internet foram zerados. “Não tínhamos como atender. Todas as solicitações devem ser feitas na praça”, afirmou.

Outros quiosques serão montados até o fim do ano na Avenida Mirandela, no Mercado Popular e na entrada da cidade por Anchieta, em Olinda.

Mesquita tem 80 reclamações

Diariamente, em torno de 80 pessoas são atendidas pela ouvidoria de Mesquita, exceto em dias chuvosos, quando o número aumenta para 100. Em média, 50% dos pedidos são para a Secretaria de Obras e Serviços Públicos e 30% para a Saúde.

Toda quinta-feira, a ouvidoria móvel, que funciona em um ônibus, vai a um bairro para atender os moradores, das 9h às 17h. Neste dia, o prefeito Gelsinho Guerreiro e todo o secretariado participam da ação que visa a diminuir a distância entre o governo e a população.

Já em Duque de Caxias, a ouvidoria está sendo reestruturada. Provisoriamente, o setor funciona no prédio da prefeitura, em Jardim Primavera, até que um local adequado seja criado. Segundo a ouvidora Márcia Antunes, o projeto inclui a ampliação do setor para os quatro distritos e ainda uma ouvidoria itinerante. Uma unidade para a Saúde também será criada.

Os pedidos são respondidos em até 72 horas. “Nossa maior dificuldade é atender aos pedidos de exames que não são realizados no nosso município o mais rápido possível, como gostaríamos”, afirma.

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