Por bianca.lobianco

Rio - A morte em 2002 da vendedora de bijuterias, Alyne da Silva Pimentel, então com 28 anos de idade e 27 semanas de gestação, no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, ganhou repercussão internacional e levou o Brasil a sofrer sua primeira e única condenação na ONU, em 2007. Hoje, onze anos depois, a Prefeitura de Nova Iguaçu comemora a queda de 70% no número de casos de mortes maternas – segundo dados preliminares do Ministério da Saúde – e inaugura no próximo domingo a Nova Maternidade Municipal Mariana Bulhões com a meta de zerar os índices e evitar que casos como o de Alyne se repitam.

De acordo com os números disponibilizados na base do DataSUS, do Ministério da Saúde, entre janeiro e setembro de 2012, Nova Iguaçu registrou dez mortes maternas, número que caiu para três este ano, no mesmo período. Na Baixada Fluminense, a queda foi de 64,44%, e no estado, 33%.

Para o secretário de Saúde de Nova Iguaçu, a redução aconteceu em função dos investimentos em prevenção e especialmente pela qualificação e humanização do pré-natal. Hoje, a cidade conta com atendimento exclusivo às gestantes de alto risco na Policlínica Dom Walmor e inaugura a Nova Maternidade Mariana Bulhões com capacidade para realizar 350 partos por mês, 30% a mais do que fazia antes no Hospital da Posse.

Caso Alyne

Em 16 de novembro de 2002, a vendedora de bijuterias que estava com 27 semanas de gestação procurou atendimento em uma Casa de Saúde, em Belford Roxo, apresentando vômito e dor abdominal. Uma ultrassonografia constatou a morte do feto.

Após o procedimento médico para retirada do bebê ter sido realizado, o estado de saúde de Alyne se agravou e a paciente entrou em coma. A mulher foi transferida para o Hospital da Posse sem um documento em que constasse seu histórico clínico. Depois de ficar esperando atendimento por horas no corredor da unidade, Alyne não resistiu e morreu.

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