Belford Roxo forma craques do futebol há 20 anos

Escola de Futebol da Bayer treina mais de três mil garotos de até 18 anos em duas décadas

Por O Dia

Rio - Diariamente Guilherme Santos, de 17 anos, sai de casa, na Chatuba, em Mesquita, atravessa a Rodovia Presidente Dutra e chega ao número 650, da Estrada da Boa Esperança, em Belford Roxo, onde fica há 55 anos o Parque Industrial da Bayer, uma das maiores farmacêuticas do mundo. Lá, encontra outros 249 meninos. Há aulas pela manhã e à tarde.

Atualmente%2C 249 meninos treinam suas habilidades na escola da BayerEstefan Radovicz / Agência O Dia

Guilherme quer cursar Administração e ser lateral esquerdo do Botafogo. Para alcançar seus objetivos, tem a ajuda da Escola de Futebol da Bayer, que na última segunda completou 20 anos. No mesmo dia, iniciaram-se as celebrações dos 150 anos da empresa - sendo 117 deles no Brasil.

Assim como Guilherme, para fazer parte do projeto, os interessados devem se inscrever na escola da rede pública onde estudam e fazer as seletivas realizadas pela equipe da Bayer .
Ao longo das duas décadas, mais de três mil garotos de até 18 anos passaram pelo projeto. Um deles é Lukian Araújo, 22, que joga no Nova Iguaçu, time da 1º divisão do Carioca. “A Bayer foi minha base”, afirma o jogador, que por quatro anos frequentou o espaço.

O futebol, porém, não é o fim. É o meio. “O principal objetivo é formar cidadãos”, garante Flávio Araújo, 60, diretor-executivo da Bayer e responsável pelo espaço, que oferece além do esporte, aulas de Português, Matemática, Informática e Inglês. Segundo o consultor de Responsabilidade Social da farmacêutica, Arturo Rodrigues, 53, o projeto nasceu para ajudar no desenvolvimento da região.

Dauttmam elogia o projeto social

O prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam, elogiou o projeto da Bayer: “Se todas as empresas fizessem o mesmo, estaríamos um pouco melhor”.

Um dos criadores da escola de futebol, o professor de Educação Física José Calixto de Oliveira, 53, se emociona ao falar do projeto. “Trabalhar com esses garotos é uma realização muito grande”, diz o professor.

Reportagem: Nonato Viegas

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