Por bianca.lobianco

Rio - Para a aposentada Ivete Paiva, de 76 anos, 2014 já vai começar com o pé direito. Ela está feliz da vida após passar por uma cirurgia no coração, onde recebeu uma válvula artificial há duas semanas. Ivete sofria de estenose da válvula aórtica e conseguiu o serviço gratuito. "A cirurgia na rede particular custaria em torno de 50 a 80 mil reais", revela a aposentada, que <CW-11>sentia fortes dores no peito. 

Ivete foi operada pelo diretor geral do hospital%2C Luiz Paulo Rebello AlvesAlexandre Vieira / Agência O Dia

A intervenção foi realizada Hospital do Coração de Duque de Caxias (HSCor), único habilitado pelo Ministério da Saúde para executar o tratamento cardiovascular de alta complexidade na Baixada. Somente este ano foram realizados mais de 15 mil procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e particular.

Para ter acesso ao serviço, o paciente precisa se inscrever através do SUS, responsável por fazer a triagem e avaliar o grau de complexidade de cada caso. O tempo entre a realização de exames até a cirurgia pode variar de um a dois meses.

"Casos de emergência são sempre especiais", garante o diretor geral e um dos fundadores do Hospital do Coração, o cardiologista-chefe Luiz Paulo Rebello Alves. O médico já acumula 30 mil procedimentos cirúrgicos em seus 32 anos de carreira.

Alves explica que o infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido. “O cateterismo é o exame realizado para identificar o entupimento das artérias”, ensina o médico, que, somente pelo SUS, realiza cerca de 20 cirurgias por mês.

‘“Estamos planejando ampliar o hospital. Vamos construir um novo prédio e oferecer mais 90 leitos à população", adianta Alves, que se orgulha do índice de mortalidade zero nas cirurgias do coração realizadas pelo HSCor.

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