‘Elefante branco’ no Centro de Nova Iguaçu

Construído há 10 anos, Mercadão continua fechado; Prefeitura não sabe o que fazer com o prédio

Por O Dia

Nova Iguaçi - Quem passa pela Avenida Nilo Peçanha, no Centro de Nova Iguaçu se depara com um enorme ‘elefante branco’. Construído há 10 anos, o Mercado Popular Central, mais conhecido como Mercadão, continua fechado. O prédio está com infiltrações, iluminação precária, sujeira, falta de ventilação e portas danificadas e arrancadas. E o problema está longe de ser resolvido. A Prefeitura de Nova Iguaçu informou que não há uma posição oficial sobre o prédio.

Carros%2C motos%2C camelôs e jogadores de dominó e baralho tomam conta da entrada do Mercadão%2C que está com infiltrações e portas destruídas Alessandro Costa / Agência O Dia


Próximo ao local, 317 barracas ocupam a Praça Maria Eunice (antiga José Hipólito de Oliveira). No espaço seria construída uma praça de alimentação, projeto antigo da Associação Comercial e Industrial de Nova Iguaçu (Acini), que ainda não saiu do papel.

Segundo o presidente do Sindicato dos Ambulantes de Nova Iguaçu, André da Silva, o Mercadão não oferece condições para abrigar os camelôs. “Além de ter os boxes estreitos, há poucos aparelhos de ar-condicionado. Falta espaço, pois só há 259 boxes e temos na praça 317”, explica o presidente.

Ainda segundo ele, para a construção de uma praça de alimentação, onde estão os camelôs, não seria necessária a saída deles. “A proposta da associação é fazer o projeto em um segundo pavimento”, acrescenta André.

Segundo dois funcionários da Secretaria de Defesa Civil e Ordem Urbana, que não se identificaram, o Mercadão é utilizado como depósito para mercadorias apreendidas de camelôs não autorizados ou que tentam vender os produtos antes das 19h, proibido pela prefeitura. Na entrada, carros e motocicletas ocupam o espaço, que também é usado para jogar dominó e baralho.

Em janeiro de 2010, quando o Mercadão começaria a funcionar, os vendedores ambulantes transferiram as mercadorias para os boxes, mas em menos de duas horas retornaram à praça, inconformados com a falta de infraestrutura no local.

Praça de alimentação para beneficiar lojistas e camelôs

Enquanto aguarda uma posição da prefeitura, o presidente a Associação Comercial e Industrial de Nova Iguaçu (Acini), Antônio Alpino, já sonha alto e pensa em dar continuidade ao projeto do Céu Aberto, que iria modernizar e revitalizar a área do Centro da cidade.

“Só vamos fazer algo após a prefeitura resolver esta questão do Mercadão. Nossa ideia é construir uma praça de alimentação ao lado do prédio, com restaurantes e um ponto cultural com apresentações artísticas”, afirma Alpino.

Ainda de acordo com ele, a praça de alimentação iria beneficiar lojistas e camelôs. “Daria mais visibilidade ao centro comercial e iria atrair novas empresas”, acredita. Já os ambulantes da cidade discordam da associação e exigem a permanência deles na praça. “Aqui temos lucro. O camelódromo já virou tradição. No Mercadão, não dá nem para colocar as mercadorias nos boxes”, lembra um ambulante que não se identificou.

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