Por ramon.tadeu

Rio - A Defesa Civil de Magé diagnosticou oito áreas com riscos de sofrer desastres naturais na cidade. O mapeamento está sendo realizado a partir de uma central de monitoramento climático instalada pela prefeitura no mês de junho. O órgão começa em outubro simulações de retirada de moradores das localidades conisderadas de risco.

A central apontou como áreas perigosas os morros do Céu, do Sertão, das Cabritas e da Caixa d’Água, Beco do Saci, Buraco da Onça, Vila Carvalho e Alameda Renatinho. De acordo com o coordenador de Proteção e Defesa Civil, Gilber Camara Lima, as simulações serão nos dias 10 de cada mês, às 10h. O objetivo é orientar os moradores como deixar locais com segurança em emergências.

Tecnologia conta com um sistema de alerta por sirenes%2C acionadas em casos urgentesDivulgação

A tecnologia de monitoramento conta com um sistema de alerta por sirenes, que são acionadas em casos de urgência. Instalada na Unidade de Proteção Civil de Fragoso, no sexto distrito, a central acompanha, em tempo real, as informações recebidas via radar meteorológico do Sumaré, internet e satélite. As equipes também monitoram 11 pluviômetros 24 horas que verificam o nível de precipitação de chuva.

O engenheiro civil sanitarista e assessor de Meio Ambiente do Crea-RJ, Adacto Ottoni, avalia que as ações são importantes, mas insuficientes para evitar mortes. Ele sinaliza que a falta de fiscalização de ocupações irregulares em beiras de rios e encostas é um dos principais motivos de desastres naturais com mortes em Magé.

“A prefeitura tem que construir habitações adequadas para os moradores desses locais e reflorestar as áreas degradadas”, recomenda.

Árvores evitam inundações

Para o engenheiro Adacto Ottoni, o reflorestamento de regiões próximas aos rios é uma ação fundamental para proteger a população na cidade, já que a floresta é capaz de absorver 80% da água da chuva, evitando inundações. Ottoni sugere também que o poder público construa barragens ao longo do Rio Roncador, no bairro de Santo Aleixo.

Ele cobra ainda atenção ao saneamento. “Quando chove em Santo Aleixo, todo mundo perde as casas. A maior parte é de posses e construções malfeitas na beira do rio”, diz Gelsa Amorelli, há 15 anos tabeliã em um cartório de Suruí.

Reportagem Gustavo Ribeiro

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