Por ramon.tadeu

Rio - O tempero de dona Maria Lúcia, 56 anos, primeira-dama e cozinheira de mão cheia do restaurante e cachaçaria Mussarela, em Duque de Caxias, vai ganhar espaço mais amplo para dar o ar de sua graça. Com 12 anos de tradição em culinária nordestina, a casa troca a Rua Réia, na Vila Rosário, pela Avenida Governador Leonel de Moura Brizola 8.512, no bairro São Bento.

O paraibano Carlos Antônio Clementino dos Santos, de 57 anos, famoso pelo apelido que dá nome ao bar, adianta que a nova sede será inaugurada até janeiro, com 400 metros quadrados e capacidade para quatro vezes mais clientes do que atualmente. “Vai ter uma área interna, com ar-condicionado, e outra externa, com telhado colonial, parquinho para as crianças e estacionamento”, conta o ex-vendedor de queijos de sotaque puxado, que faz sucesso como empreendedor.

No local, funcionava o Espaço Cultural Mussarela, prestigiado pelos sambistas Monarco e Bira da Vila no ano passado. “Quando a gente começou, só cabiam cinco mesas. É um sonho antigo fazer uma casa em Duque de Caxias que sirva a toda a Baixada”, diz, orgulhoso.

No próximo sábado, vai rolar a 30ª Degustação de Cachaças e Petiscos do Mussarela, a partir das 13h, já no endereço novo. O ingresso custa R$ 35 e dá direito a degustar 70 tipos de cachaças e os petiscos da dona Lúcia: caldinhos, torresmo, queijo coalho, queijo de manteiga e vaca atolada. Tudo à vontade e ao som do bom e velho forró pé de serra.

Carlos Antônio é casado com Lúcia%2C a autora dos quitutes do MussarelaDivulgação

Casal viaja à Paraíba em busca de novas tendências para o cardápio

Carlos Antônio Clementino dos Santos e a mulher, Lúcia acabaram de voltar de Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba. O casal foi em busca de novas tendências culinárias.

E uma das inspirações que trouxeram — e já começa a ser experimentada para entrar no cardápio — é o rubacão. É um tipo de baião de dois com feijão-de-corda, feijão-branco ou feijão-mulatinho, além de creme de leite, charque, carne de sol, toucinho, queijo de coalho e manteiga de garrafa.
Outra novidade será a moqueca. “Nunca tivemos peixe. Queremos lançar a moqueca no coco”, revela Carlos Antonio.

Os pratos exóticos são os mais pedidos no restaurante: javali, coelho, pato e cordeiro ensopado saem ‘que só a peste’. Na costelinha suína, não vai vinagre nem limão. Dona Lúcia entrega um segredo: “Só tempero com cachaça envelhecida no barril de carvalho”.

Cachaça que, não à toa, é o carro-chefe da casa. Carlos Antônio diz que vai lançar, em breve, a maior carta de pingas do estado. O Mussarela dispõe de quase 300 tipos da bebida.

Os preços cabem em todos os bolsos. Quem precisa economizar para “comer água” (expressão muito usada na Bahia para quem vai tomar cachaça) costuma pedir a Volúpia branca, produzida no brejo paraibano, que custa R$ 4 a dose.

Mas duas vezes por semana recebem fregueses dispostos a apreciar a Dona Beja 12 Anos. Ela vem do Triângulo Mineiro e cada dose custa R$ 120. A garrafa sai a R$ 985. É a purinha mais cara do Mussarela.

Reportagem de Gustavo Ribeiro

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