Por felipe.carvalho

Partidos diferentes, ideologias também. Mas todas com uma meta em comum: aumentar a bancada feminina da Baixada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Com quatro mulheres no Legislativo — apenas uma em Brasília —, o pelotão rosa quer pegar carona na disputa acirrada para a Presidência da República entre Dilma (PT) e Marina (PSB) e aumentar a presença do ‘sexo frágil’ na política.

Dos 70 deputados estaduais, 12 são mulheres — três da região. Quando a comparação é na Câmara, a diferença chama ainda mais atenção. Dos 46 representantes do Rio, apenas um quarteto é de deputadas. Já nas câmaras municipais, há apenas 18 entre os 214 vereadores.

Nesta eleição, pelo menos 40 candidatas de sete partidos (PT, PSDB, PMDB, DEM, PRB, PSD, PT do B e Psol) estão concorrendo. Com quatro mandatos consecutivos na bagagem, sendo dois estaduais e dois federais, Andreia Zito (PSDB), de Duque de Caxias, é a única mulher da região em Brasília.

A candidata acredita que a falta de visão da necessidade de mais mulheres no Parlamento e no Executivo é um desafio a ser enfrentado. “O problema é que a mulher ainda não tem noção de sua importância dentro do meio político. Basta ter iniciativa e perseverança que consegue”, afirma Andreia Zito.

Jô Feital, Rosângela Gomes, Claise Maria, Janira Rocha, Andreia Zito e Eliane Rolim: juntas pela causa feminina Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Falta de incentivo, uma das barreiras apontadas

A deputada estadual Claise Maria (PSD) é outro exemplo de quebra de paradigmas. Ela foi a primeira mulher da Baixada a assumir uma secretaria de Estado no Rio de Janeiro, ocupando a pasta de Trabalho e Renda até março de 2014. “As mulheres precisam de mais espaço em todas as profissões e na política não é diferente”, destaca.

Para a deputada estadual Janira Rocha (Psol), a movimentação dos setores sociais é fundamental para mudar a realidade. “Se a mulher já começa criminalizada dentro da sua própria casa, como vamos transformar isso em postos de trabalhos?”, indaga.

Já a deputada estadual Rosângela Gomes (PRB) comenta que o número reduzido de mulheres na política se dá principalmente pela herança histórica brasileira. “Não quero que o Parlamento tenha mais mulheres e menos homens. Quero que pelo menos seja igual”, afirma.

A ex-deputada federal Eliane Rolim (PT do B) ressalta que não há incentivo. “A mulher já provou que tem força e condições de administrar”, enfatiza.

Jô Feital (PRB), que vai tentar uma vaga pela primeira vez, garante: “falta vontade de lutar para conseguir aumentar a bancada feminina”.

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